O Consórcio DTA/Jan de Nul, que faz a obra de recuperação da faixa de areia da Praia Central de Balneário Camboriú, anunciou uma mudança na draga que fará os serviços. A Gerardus Mecatur (a maior draga em operação na América Latina) havia sido inicialmente confirmada como a principal do projeto, mas acaba de ser trocada pela Galileo Galilei – um equipamento novo, fabricado em 2020, com mais velocidade e maior capacidade de carga.
A Gerardus Mecatur tem a mesma capacidade de 18 mil metros cúbicos de areia em sua cisterna, mas por ter calado maior teria que transportar apenas 10 mil metros cúbicos por viagem. Já a Galileo Galilei, de menor calado, poderá trazer 12 mil metros, ou seja, 20% a mais de areia por viagem.
“A obra segue o cronograma previsto e está evoluindo muito bem. Nesta fase em que ela sai do canteiro de obras e ganha a praia, reforçaremos os cuidados com segurança no transporte e na colocação dos tubos, o que é imprescindível e já foi determinado. Ao mesmo tempo, as pessoas terão uma sensação mais real de que está se tornando realidade um sonho acalentado há décadas: o da recuperação da Praia Central, justamente depois de um episódio de ressaca que relembrou a todos a importância desta obra na proteção costeira da nossa orla”, pontua o prefeito Fabrício Oliveira.
A obra segue dentro do cronograma, com já mais de 1 km de tubulação soldada no canteiro que vai da Rua 2500 até a 3.700. Na segunda quinzena deste mês de junho, um outro canteiro será segregado para a soldagem de uma segunda linha de tubos. Esta nova linha será soldada no trecho de praia que vai da Avenida Alvin Bauer até a Rua 1901. Quando prontas, as duas tubulações, de cerca de 1,1 Km cada, serão levadas para o mar e juntadas numa única linha que terá uma ponta no mar, além da Ilha das Cabras.
Na fase seguinte, a tubulação soldada de 1,5 Km será empurrada para o mar e uma das pontas será puxada por um rebocador até o meio da enseada, na parte mais funda, formando assim o duto principal subaquático que vai trazer a areia nova da draga até a praia.
O volume de areia estimado a ser depositado é 2 milhões de metros cúbicos, que formarão uma enseada com 70 metros de largura – atualmente a faixa de areia tem, em média, 25 metros. Todos os 5,8 quilômetros da praia central serão contemplados com o alargamento, feito com uma areia retirada de jazida localizada a 15 quilômetros da costa.
No dia 18 de dezembro de2020 foi assinado o contrato com o Consórcio DTA / Jan De Null, vencedor do certame. A chegada dos tubos e equipamentos começou em 15 de março e eles começaram a ser soldados no dia 31 de março. O prazo previsto da obra é de seis a sete meses. O valor da obra é de R$ 66,8 milhões, garantidos através de empréstimo do Banco do Brasil.
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Treze câmeras que foram instaladas ao longo da Avenida Atlântica para o acompanhamento da obra de recuperação da Praia Central. As imagens cobrem toda a orla, do Pontal Norte até o Pontal Sul, e estão disponíveis no site www.novapraiacentral.com.br
Além das câmeras, em cada ponto, foi disponibilizada a rede Wi-fi BC, que possibilita qualquer pessoa utilizar a internet de forma gratuita por meio de um cadastro, via Facebook ou Google. Cerca de 130 mil pessoas já se conectaram ao wi-fi de Balneário Camboriú, disponível em diversas áreas públicas do município, tendo, em média, dois mil acessos diários.
A transmissão on-line está sendo coordenada pela equipe de Divisão de Tecnologia da Informação (DITI) e, futuramente, também será feito o monitoramento das imagens pela Secretaria de Segurança Pública do município.





