Quase uma década desde a assinatura do convênio com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) para construção do reservatório de água no bairro Itacolomi, em Balneário Piçarras, a estrutura segue sem cumprir seu papel de elevar a capacidade de distribuição na região de maior crescimento demográfico da cidade. Nesta quinta-feira, 27, através de nota oficial, o Governo Municipal disse que “pretende retomar as obras”.
A informação foi dada após a visita do superintendente da Funasa, Ademar Henrique Borges, ao prefeito Tiago Baltt (MDB), na manhã desta quinta-feira, 27. Em visita à estrutura, ele afirmou ao gestor público que o convênio “entre FUNASA e Balneário Piçarras vai continuar. Essa obra vai beneficiar toda a população da cidade e pretendemos entregá-la esse ano”. A Funasa liberou R$ 5.326.881,90 para a obra.
Conforme apurou a reportagem, faltam cerca de 10% para que a obra seja considera totalmente concluída. O reservatório de 500 mil litros, construída nas imediações da rua 2.950, será alimentado com a água da Estação de Tratamento (ETA) por meio de uma rede adutora de cerca de 3,3 quilômetros. Um reservatório de 2.000m² semienterrado também foi construído na ETA.
O engenheiro da Restelo Construções e Consultoria, responsável pela fiscalização da obra, Melim Ferreira, categorizou que a obra vai gerar melhoria e a “ampliação do sistema de abastecimento de água do município. Vai trazer benefícios no armazenamento de água no município e melhorar a pressão de água no sistema da rede para chegar até as comunidades mais distantes”.
Em nota oficial da Prefeitura, que não estipula uma data de recomeço dos serviços, o prefeito agradece ao superintendente “por não medir esforços desde o seu primeiro dia de trabalho junto a FUNASA. Nos atendeu muito bem e se deixou a disposição para adiantar essa obra que é um sonho da nossa população piçarrense do bairro Itacolomi”.
MOROSIDADE
O recurso para a construção é proveniente de um convênio firmado em 2012, pelo ex-prefeito Umberto Luiz Teixeira (PP). A obra, efetivamente, só começou no início de 2019, quando entraves administrativos que causaram a morosidade do processo foram superados. Um deles foi a necessidade da construção de uma subestação de energia elétrica na ETA. A outra foi a autorização para que a adutora de água – ligada à ETA, em Morretes – pudesse atravessar a Rodovia BR-101, chegando até o reservatório através da Rua 2.850.





