O canoísta Adelson Carneiro Rodrigues, de 61 anos, escreveu na manhã de sábado, 5, mais um capítulo em sua longa remada – que já dura 33 meses. Em Penha, ele atracou para um descanso e foi calorosamente recebido por penhenses, energia que para ele “faz com que a gente siga na caminhada”. Até fevereiro, ela espera chegar ao seu destino dentro da Expedição do Oiapoque ao Chuí, que tem por objetivo central mostrar o potencial da costa brasileira e ao mesmo tempo inspirar as pessoas em busca da concretização de seus sonhos.
“Eu estou registrando a costa brasileira, mostrando para o nosso povo. Posteriormente, quando sair o livro e o documentário, o quão bonita é a costa brasileira e o povo não conhece. Essa é uma situação que eu tenho batido muito. Estou registrando todos os lugares da costa brasileira – são 17 estados e cheguei ao décimo sexto, mais de 6.700 quilômetros remados”, disse Adelson, que em 17 fevereiro de 2020 se lançou ao Atlântico, no Oiapoque (Amapá).
Nas futuras produções, o canoísta adianta que “quer mostrar tudo aquilo que eu passei ao longo da costa brasileira. As questões da persistência, da força, da resiliência, tudo isso é algo que eu estou mostrando para as pessoas – que na maioria das vezes estão desacreditadas da vida. Sonham, sonham e sonham mas nunca colocam em prática. Tudo isso vai estar pautado no livro e documentário”. De Penha, ele recebeu uma série de lembranças.
O Governo Municipal de Penha produziu um kit com peças e obras que rementem à história cultural local, material esse que foi entregue pelo prefeito da cidade, Aquiles da Costa. “É uma honra receber o canoísta que está escrevendo sua história para inspirar outras. Ficamos muito felizes por ele escolher nossa cidade para descansar e conversar com nossa gente, obtendo assim uma impressão da acolhida penhese”, frisou.
Remando desde o Oiapoque (Amapá), Adelson categoriza que “cada região tem uma característica específica” e que são as “chegadas são os melhores momentos. O calor do povo faz com que a gente siga na caminhada”. “Só se vive uma vez e precisamos aproveitar ao máximo. Eu já estou com 61 anos e daqui a pouco acaba e como que faz? Eu acho que vou remar até os 100 anos”, finalizou o canoísta.
O Grupo de Escoteiros Baden Powell também participou da cerimônia de chegada do canoísta, que ocorreu por volta das 10h30. Adelson se identificou como líder escotista e conversou com os escoteiros. A Marinha do Brasil, que vem dando aporte na expedição, também compareceu. “Essa expedição mostra o potencial da costa brasileira e de suas questões de navegabilidade. É a nossa Amazônia Azul”, narrou o capitão de fragata da Marinha, Eduardo Rodrigues Lima.
Adelson, que registra seu cotidiano através de seu Instagram (@expedicaooiapoquechui), deve percorrer 8.000 quilômetros até o mês de fevereiro, quando espera concluir a Expedição.





















