Previsto para começar no último dia 6, o estaqueamento da ponte sobre o Rio Piçarras foi adiado. A empresa que desenvolve a obra informou que precisou adiar a ação por aguardar a ligação de energia no local. O procedimento ainda não feito pela Celesc por conta do ciclone da última terça-feira, 30, que sobrecarregou as equipes técnicas da estatal. Com isso, a ponte segue liberada para trânsito.
A secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Deisy Cristine da Silva Martins, disse que “o vendaval criou muitos estragos em nosso município e ainda há pessoas sem luz. A Celesc está atuando nessas situações de extrema emergência. Vamos aguardar e iniciar a obra quando tiver uma equipe da Celesc disponível [depois de atender as localidades que ainda estão sem luz] para fazer a ligação de energia no local”, pontuou.
A Celesc ainda não informou uma nova data para a ligação de energia no local. Enquanto isso, a empresa que venceu a licitação aberta de concorrência pública, obtendo o menor preço entre todas as participantes – continua com a fabricação da nova estrutura metálica, que virá ao município de forma pré-moldada.
A Prefeitura afirmou que “informará com antecedência uma nova data para o início das obras e o fechamento parcial da ponte. Após o fechamento, a rota alternativa a ser utilizada é através da Rua 5.000, que liga os bairros Nossa Senhora da Paz e Santo Antônio”.
O projeto para a ampliação da ponte foi apresentado em abril de 2019 e custeado pelo empresariado local, através de uma parceria com as Câmaras de Dirigentes Lojistas de Balneário Piçarras e Penha. Os recursos para a obra – R$ 3.333.333,33 – são provenientes de título de empréstimo com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que serão pagos somente pela Prefeitura de Balneário Piçarras.
A moderna estrutura atenderá a demanda atual terrestre e náutica, possuindo uma estrutura mais larga, com 58,8 metros de comprimento. Além disso, a nova ponte terá uma altura de 5,48 metros e um vão livre de 28 metros, permitindo a navegação de barcos de até 60 pés, auxiliando tanto o turismo náutico, quanto as famílias que vivem da pesca no município, que atualmente obtêm o desenvolvimento do próprio negócio freado por um único impeditivo: o barco não passar pela ponte atual.





