A Prefeitura de Balneário Piçarras comunicou que a abertura de envelopes com as propostas para a realização das obras de ampliação dos molhes norte (Descida da Av. Getúlio Vargas) e central (Descida da Rua 700) foi alterada para o dia 24, às 14h. Inicialmente marcada para às 14h da última segunda-feira, 15, o Governo disse em nota que “a medida foi tomada devido a uma mudança no edital que amplia a possibilidade para empresas e consórcios participarem do certame”.
No comunicado disparado na tarde de quarta-feira, 17, a Prefeitura cita que “um maior número de participantes no processo é positivo para a Prefeitura de Balneário Piçarras, já que aumenta a concorrência e consequentemente a possibilidade de um menor valor para a realização da obra”. A contratação ocorrerá pela modalidade Tomada de Preços, de número 16/2020, que tem edital publicado no site www.picarras.sc.gov.br.
O valor de referência do edital é de R$ 2.008.629,61 e busca ampliar os molhes em 80 metros cada. “Observamos a necessidade da ampliação dos molhes para garantia da estabilidade da nossa praia. Desde 2013 equipes técnicas monitoram o sistema de proteção de linha de costa aplicado em Balneário Piçarras, detectando que o comprimento das estruturas atuais é insuficiente para evitar a perda de areia, principalmente do lado norte de cada molhe”, observa o prefeito, Leonel Martins.
A engenheira especialista em áreas costeiras, Daysi Nass dos Santos, que foi uma das responsáveis pelo estudo que apontou a necessidade de ampliação dos molhes, explica sobre o projeto. “Em 2012 foi realizado um estudo de modelagem para analisar a eficácia de um novo sistema de proteção da linha de costa a ser estabelecido na praia de Balneário Piçarras. O projeto não foi executado na totalidade. Efetuamos novos estudos em 2018 para a complementação e finalização daquele projeto a partir de dados atualizados (entre 2013 e 2017) e observamos a necessidade da ampliação dos molhes”.
“Após a construção da obra (execução parcial do projeto de 2012) houve perda de areia da célula norte do sistema para a praia adjacente. Esta perda é o resultado do conjunto da erosão aguda, que ocorre durante ressacas e atinge principalmente a parte superior da praia; e erosão crônica, a qual é o resultado de mudanças nas condições de ondas observadas durante os últimos anos. A rotação no sentido horário da direção média de ondas, em especial, é a principal causa da erosão crônica”, explana Daysi.
“A perda de areia da célula Norte poderia ser diminuída através de prolongamento dos espigões. O estudo recomendou que os espigões existentes sejam prolongados de 60 a 80m”, frisa a engenheira. Pelo contrato, a obra tem prazo estipulado em 160 dias a partir da contratação da empresa.
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