O ciclone extratropical que varreu Santa Catarina na terça-feira, 30, afetou diretamente a cadeia econômica de Luiz Alves. O município calcula um prejuízo de R$ 50 milhões com as perdas de bananicultores e olericultures – em estrutura de trabalho e produção. O número faz parte de um relatório feito pela Epagri e Associação de Bananicultores (ABLA), e embasará uma série de pedidos administrativos por auxílio ao setor.
“A Epagri calcula que o prejuízo para produtores luizalvenses ultrapassou os R$50 milhões de reais. Isso afeta toda a cadeia econômica do Município e sentiremos o impacto dos ventos por pelo menos mais um ano”, definiu o prefeito, Marcos Pedro Veber. O documento foi apresentado em uma reunião na tarde desta quinta-feira, 2. Uma das primeiras medidas será a solicitação da prorrogação do pagamento de empréstimos bancários.
“Na tarde de ontem (2) apresentamos o relatório de prejuízos levantado pela Epagri e Abla para as instituições financeiras. Nosso pedido foi a prorrogação de prazos de empréstimos agrícolas que os produtores já têm tomado e abertura de um crédito emergencial com no mínimo 24 meses de carência”, reforça o prefeito. Também haverá pedidos de auxílio junto ao Governo do Estado.
O município estima que 50% do setor da bananicultura tenha sido afetado. Com cerca de 400 produtores, Luiz Alves tem na produção da banana o grande carro chefe de sua economia, produzindo anualmente aproximadamente 130 mil toneladas da fruta. Esse número fomenta em 32% a arrecadação do município, girando para a categoria algo em torno de R$ 72 milhões.
“O Ciclone Bomba arrasou o estado de Santa Catarina e infelizmente Luiz Alves não passou ileso. Bananicultores e olericultures que trabalham Sol a Sol, debaixo de chuva, frio e que carregam parte da economia da cidade nas costas, viram grande parte de seus esforços serem derrubados diante de seus olhos. E nada puderam fazer. Foi rápido, arrebatador e triste”, definiu o prefeito.
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