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quinta-feira 16 de julho de 2026

Penhense Eduardo Bajara é indicado a receber o Troféu Açorianidade 2023

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O professor e historiador de Penha, Eduardo Bajara, é um dos indicados a receber o Troféu Açorianidade 2023 – do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA). Ele concorre na categoria Troféu Ilha Graciosa (Pesquisador e Historiador). Os campeões serão conhecidos no dia 17 e os prêmios entregues durante o lançamento da 29ª Festa de Cultura Açoriana de Santa Catarina (AÇOR), em Araquari. A cidade tem ainda outras três indicações.

“Eu costumo dizer que um povo sem história está fadado ao esquecimento. Eu tenho dedicado minha vida a preservar as memórias açorianas de Penha, porque essa também é a minha história. A história que eu amo e valorizo”, detalha Bajara – que nasceu e cresceu na Praia Grande, localidade do bairro de Armação do Itapocoroy. “Eu vivenciei a cultura açoriana”, acrescenta ele, enquanto confecciona um cesto de pesca.

“Eu costumo dizer que um povo sem história está fadado ao esquecimento. Eu tenho dedicado minha vida a preservar as memórias açorianas de Penha, porque essa também é a minha história. A história que eu amo e valorizo”

Bajara é descente direto de açorianos. Por parte de pai: os Souza e Costa. Pela mãe, possui raízes belgas: Brockweld. “Sou aficionado pela história da colonização brasileira, pela formação do Brasil. Mas, é claro, em especial pelo Litoral Norte de Santa Catarina e por Penha. Os hábitos, costumes, religiosidade culinária, tradição popular açoriana são situações pela qual eu luto para preservar”, reforça o historiador, que por formação é professor de Exatas: Matemática, Química e Física.

Atualmente, Bajara ocupa o cargo de superintendente da Fundação Municipal de Cultura de Penha Picucho Santos. Também é o curador direto da formação da Casa da Memória Dico do Amâncio, junto à Fundação, que traz com riqueza a história de Penha. Possui ainda uma série de pesquisas açorianas – além de ser um nato mestre na produção de tarrafas, redes, samburás, cestos e balaios.

“Os hábitos, costumes, religiosidade culinária, tradição popular açoriana são situações pela qual eu luto para preservar”

EDUARDO BAJARA

O Troféu Açorianidade 2023 é dado pelo Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA) a pessoas que atuam em prol da manutenção da cultura açoriana em Santa Catarina.  O NEA entrega, ao todo, dez troféus – com seus nomes fazendo menção as nove ilhas do Arquipélago Açoriano. A Ilha de Santa Catarina empresta o nome ao décimo troféu.

Penha ainda concorre com as indicações no Troféu Ilha das Flores – Artista Plástico, Vanja Rebello dos Santos de Souza, Troféu Ilha de São Miguel – Instituição Cultural, Fundação Municipal Cultural de Penha “Picucho Santos” e Troféu Ilha de Santa Maria – Veículo de Comunicação, Rede de Comunicação Mar Azul FM.

Penha acumula 14 conquistas no prmêmio: Troféu Açorianidade/AÇOR – Cidade Sede (1997), Troféu Ilha de Santa Maria – Empresa, Restaurante Pirão D’Água  (1998),  Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico,  Grupo Folclórico Itapocoróy (2000), Troféu Ilha do Faial – Administração Municipal, Prefeitura de Penha (2002), Troféu Ilha de Santa Catarina – Escola Destaque, Escola Municipal Rubens João de Souza (2003), Troféu Ilha de Santa Catarina – Escola Destaque, Escola Especial Henny Coelho APAE (2005), Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico, Mastro de São Sebastião de Itapocoróy (2012), Troféu Ilha Graciosa – Historiadora, Maria do Carmo Ramos Krieger (2015), Troféu Ilha Graciosa – Historiador, Cláudio Bersi de Souza (2019), Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico, Foliões do Divino (2019), Troféu Açorianidade/AÇOR – Cidade Sede (2019), Troféu Ilha das Flores – Artista Plástico,  Renato Amorim (2021), Troféu Ilha Graciosa – Historiador, Vilmar Carneiro (2022) e Troféu Ilha do Pico – Mestre dos Saberes e Fazeres, Wanildo Rosa (2022).

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