Para as crianças e jovens amantes das histórias em quadrinhos, a Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina Seccional Balneário Piçarras “Luiz Ferreira da Silva” realizará no sábado, dia 25, das 16h às 19h, um evento para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro).
Pelo quinto ano consecutivo a Academia promove o encontro entre apreciadores de gibis de todas as idades e membros da Academia, que este ano vai acontecer no Espaço da Feira de Artesanato Vivarte, ao lado do Restaurante do Capitão (Av. José Temístocles de Macedo, 300), e vai proporcionar doação e troca de gibis, além de muita leitura, ilustração e diversão.
Durante o evento também estará acontecendo a campanha “Armas pra quê? eu quero é ler!”, coordenada pela escritora Dani Garcia desde 2012, que tem como objetivo trocar armas de brinquedos por livros infantis. Também no local, o professor, artista e ilustrador Victor Sieczko Telo fará um workshop de ilustração para crianças e jovens de 07 à 15 anos, a partir das 16h30. Para participar do workshop será preciso realizar a inscrição, gratuitamente, pelo telefone (47) 99923-5993.
“Nosso desejo é despertar o interesse pela leitura e ilustração através das histórias em quadrinhos. Realizamos há cinco anos este evento, e percebemos o quanto as crianças se divertem no workshop, aprendendo técnicas de desenhos, e conhecendo diversos gibis nacionais”, destaca a presidente da Academia, Susan Corrêa.
Dia Nacional
Segundo o site Universo HQ, o dia 30 de janeiro é celebrado por leitores de quadrinhos brasileiros. É quando se comemora o Dia do Quadrinho Nacional. A data marca a produção nacional de histórias em quadrinhos, seus autores e obras. Mas por que o dia 30 de janeiro foi escolhido? Em 1984, a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de São Paulo realizou uma pesquisa na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro/RJ) e verificou que o Brasil era pioneiro na publicação dessa linguagem.
Foi descoberto, então, Ângelo Agostini, um italiano radicado no Brasil, que começou a publicar, em 1867, seus desenhos e charges no Cabrião, jornal de São Paulo. Em 1869, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde fazia uma série no semanário Jornal Vida Fluminense. Foi em 30 de janeiro daquele mesmo ano que Agostini começou a publicar o que se considera o primeiro quadrinho brasileiro: As aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte. Em forma de páginas duplas, a cada semana a história mostrava Nhô-Quim viajando de Minas Gerais para a corte do Rio de Janeiro. Nhô-Quim completou 150 anos em 2019. A história em quadrinhos de maior sucesso no Brasil hoje é a Turma da Mônica, de Maurício de Souza. A produção equivale a 86% do mercado nacional e pode ser encontrada em 40 países, com 14 idiomas diferentes.
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