A Secretaria de Segurança Pública de Balneário Piçarras, em parceria com a Celesc, realizou uma operação nesta quinta-feira, 5, para remover fios em desuso e danificados dos postes de energia da cidade. A ação resultou na retirada de 1,5 tonelada de cabos, contribuindo para a segurança e a estética urbana.
Fios abandonados representam riscos significativos, incluindo acidentes, incêndios e interferências em serviços essenciais. Além disso, causam poluição visual, transmitindo uma sensação de desordem e negligência, o que pode afetar a qualidade de vida dos moradores e impactar negativamente o turismo e a economia local.
Em Balneário Piçarras, a empresa Oi é a principal responsável por fios abandonados, seguida por empresas de serviços de internet. A Secretaria de Segurança Pública solicita à população que denuncie pontos críticos, enviando o endereço completo e fotografias dos locais com fios danificados ou que representem risco, por meio do WhatsApp da Fiscalização de Posturas, o (47) 99122-0863.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento para apurar o descumprimento, por parte da Celesc, sobre a Lei Municipal que determina a regularização ou a retirada da fiação dos postes que não está sendo utilizada por exploradoras de outros serviços, em Balneário Piçarras. A análise está sob responsabilidade da 1ª Promotoria e em fase inicial de coleta por informações.
Pela Lei Municipal, caso os fios pertençam a alguma empresa que compartilha a infraestrutura dos postes, a própria Celesc deverá notificar a empresa. Após 30 dias do recebimento da notificação feita pela administração pública municipal, caso a não conformidade relatada não tenha sido regularizada, será aplicada multa de 50 UFM’s à Celesc. Atualmente, o UFM está na casa de R$ 128, totalizando uma multa de R$ 7.082,00.
No Brasil, a presença de fios soltos e entrelaçados nos postes é um problema recorrente, resultando em acidentes graves e até fatais. Levantamentos indicam que postes com fios soltos causaram mais de 4 mil mortes, evidenciando a negligência das distribuidoras de energia.





