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terça-feira 14 de julho de 2026

Pescadores ilegais são identificados após morte de tartarugas-verdes em praia de Barra Velha

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Sete tartarugas-verdes apareceram mortas na praia do Tabuleiro, em Barra Velha, no dia 29 de março. Agora, pescadores suspeitos de estarem envolvidos na prática ilegal que pode ter causado as mortes foram identificados pela Polícia Militar Ambiental (PMA) – conforme noticiou o portal ND+.

A investigação teve início após o registro do caso. Policiais à paisana da equipe de inteligência da PMA se deslocaram até a região, conversaram com moradores e conseguiram identificar, inicialmente, um dos responsáveis pela pesca irregular. “Foram feitos registros do indivíduo saindo com a embarcação, lançando a mesma rede ilegal e retornando depois para recolhê-la”, relatou o major Ruy Teixeira, comandante da PMA de Joinville, à jornalista Mariana Costa, do ND+.

A guarnição localizou a prática ilegal nas proximidades do parcel do Costão das Pedras Brancas. Os policiais seguiram a embarcação até o local de desembarque, onde uma peixaria foi autuada por comercializar pescado sem comprovação de origem, e todos os envolvidos foram identificados.

Os suspeitos foram autuados por pescar com redes de emalhe próximo à costa e por utilizarem embarcação sem a devida licença. A investigação agora busca esclarecer se essas redes foram as mesmas que causaram a morte das tartarugas -verdes, espécie considerada ameaçada de extinção.

Para o coordenador da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, Jeferson Dick, o uso inadequado de redes em áreas costeiras representa um risco constante à fauna marinha. “Colocar redes em águas rasas, próximas aos costões, aumenta significativamente a chance de captura acidental de espécies que não são o alvo da pesca”, explica.

Dick defende a educação ambiental como forma de prevenir novos casos, aliada a mudanças nos horários e locais permitidos para a pesca.

O comandante da PMA reforça que denúncias da população são essenciais. “Quem presenciar pesca ilegal ou encontrar animais marinhos mortos deve acionar a Polícia Militar Ambiental pelo número 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão”, orienta. Segundo ele, essas ações ajudam a responsabilizar os autores por crimes ambientais.

Causa da morte: redes de pesca
Segundo laudos preliminares do PMP-BS, os animais estavam em boas condições corporais e não apresentavam doenças aparentes. No entanto, todos tinham marcas compatíveis com emalhe em apetrechos de pesca, indicando que ficaram presos nas redes, sem conseguir emergir para respirar – o que leva à morte por afogamento ou asfixia.

Devido ao estado de decomposição de algumas carcaças, nem todos os exames puderam ser realizados com precisão, mas a hipótese mais provável é o emalhe acidental.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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