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sexta-feira 10 de julho de 2026

MPSC identifica abuso sexual a partir de registro civil em cidade do Vale do Itajaí

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O que começou como um simples registro de nascimento acabou revelando um grave crime de violência sexual em uma cidade do Vale do Itajaí. A partir da comunicação enviada pelo cartório ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi possível identificar que uma adolescente de 13 anos havia dado à luz uma bebê, o que levou à descoberta de que ela era vítima de estupro de vulnerável pelo padrasto.

A atuação da 1ª Promotoria de Justiça da comarca responsável pelo caso resultou na prisão preventiva do agressor e no acolhimento institucional da adolescente e da bebê, em um esforço conjunto das áreas cível e penal para garantir proteção integral às vítimas e responsabilização dos envolvidos.

Logo após receber a comunicação do registro civil, o MPSC requisitou a instauração de um inquérito policial e ajuizou uma ação civil pública para a aplicação de medidas de proteção e suspensão do poder familiar. As investigações confirmaram que o homem vinha abusando da enteada e que a gravidez era resultado desses atos. A paternidade foi comprovada por exame de DNA, afastando as versões falsas apresentadas pela família.

A Promotoria de Justiça também verificou que a mãe da adolescente foi omissa e conivente, chegando a sustentar histórias sobre um suposto abuso ocorrido na escola, o que foi desmentido por relatórios da rede de proteção, do Conselho Tutelar e da unidade escolar frequentada pela vítima.

Com base nas provas reunidas, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do homem e a suspensão do poder familiar da mãe, o que foi acatado pela Justiça e cumprido no final da tarde da última quinta-feira (6). As vítimas foram acolhidas e estão recebendo acompanhamento psicológico e social.

“A atuação do Ministério Público começou a partir de um simples registro civil, mas evoluiu para uma resposta rápida diante de uma grave violação de direitos. Nossa prioridade foi garantir a segurança, o acolhimento e o amparo à adolescente e à criança, rompendo o ciclo de silêncio e violência”, destacou a Promotora de Justiça Patrícia Castellem Strebe, responsável pelo caso.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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