Na manhã de quinta-feira (27), as Polícias Civil e Militar de Santa Catarina deflagraram a operação “Incursio”, uma ação conjunta voltada ao enfrentamento de atos ilícitos praticados por um grupo suspeito de utilizar o direito constitucional de manifestação para a realização de condutas que extrapolavam os limites legais.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Joinville. Os investigados são apontados como responsáveis e lideranças de um movimento que, segundo as apurações, vinha causando sucessivos transtornos à ordem pública e violando propriedades privadas ao longo de 2025.

As investigações identificaram quatro episódios principais envolvendo o grupo:
Em Abril deste ano, eles ingressaram irregularmente em um estabelecimento privado em Itajaí sob o pretexto de manifestação, mesmo após pedido para se retirarem, causando perturbação do trabalho e do sossego.
Já em Maio, invasão de um supermercado, com exigência de doação de cestas básicas e prejuízo ao funcionamento do local. Os suspeitos também teriam utilizado crianças para tentar impedir a atuação das forças de segurança.
Em Agosto, uma tentativa de impedir um evento na UNIVALI, que reunia autoridades estaduais e federais. Conforme apurado, houve uso de força física contra seguranças privados para tentar invadir o auditório, exigindo intervenção da segurança pública para evitar agravamento da situação.
No dia 7 de setembro, o grupo invadiu um prédio em construção no bairro Ressacada, em Itajaí, configurando violação de propriedade privada. Novamente foi constatada a presença de crianças durante o ato.





