A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz apresentou os resultados de um estudo que aponta para redução em 86% da população de maruim em áreas experimentais, trazendo alívio significativo para moradores e visitantes.
O resultado provém de um estudo desenvolvido com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio de projeto contemplado no edital nº 35/2024. A pesquisa testou, em condições reais, a aplicação de um larvicida no município, com acompanhamento técnico entre laboratório e campo.
Na prática, o projeto avaliou um larvicida desenvolvido pela empresa Nório Nanotecnologia, formulado a partir de substâncias naturais e com tecnologia que amplia o tempo de ação do produto. Paralelamente foram instaladas armadilhas para capturar os insetos e possibilitar o monitoramento da presença do maruim de forma contínua, gerando dados precisos para a pesquisa.
Nas áreas tratadas, os resultados foram expressivos. Houve redução significativa no número de insetos adultos capturados pelas armadilhas, comprovando a eficácia da estratégia, que atua ainda na fase inicial do inseto, interrompendo seu ciclo de reprodução. Também, nos locais de teste foram relatadas melhora perceptível, com menos incômodo causado pelas picadas e maior conforto para atividades cotidianas.
Do ponto de vista ambiental, a solução demonstrou ser segura. Não foram identificados impactos negativos a outros insetos, como espécies nativas e polinizadores, nem prejuízos ao solo ou à produção agrícola, reforçando a viabilidade do uso contínuo do método no município.
“Depois de dez meses de trabalho, começamos a ter resultados extraordinários. Isso mostra que, quando entendemos o problema e desenvolvemos uma boa pesquisa junto à comunidade, o resultado é muito efetivo”
Durante a solenidade de apresentação dos resultados, o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, destacou a importância do investimento em pesquisas aplicadas e próximas da comunidade. “Depois de dez meses de trabalho, começamos a ter resultados extraordinários. Isso mostra que, quando entendemos o problema e desenvolvemos uma boa pesquisa junto à comunidade, o resultado é muito efetivo. Também comprova que o governo está investindo recursos em uma finalidade correta, com impacto direto na vida das pessoas”, afirmou.
A proponente do projeto e sócia da Nório Nanotecnologia, Patrícia Zigoski Uchôa, reforçou que os objetivos da pesquisa foram plenamente alcançados. “Conseguimos uma redução de 86% após a segunda aplicação, o que demonstra que o produto é eficiente e possui durabilidade de 15 dias ou mais. Além disso, a pesquisa contribui para a redução do risco de doenças e melhora a convivência da população. Antes, a quantidade de maruim era tão alta que muitas pessoas tinham dificuldade de permanecer em ambientes sem ar-condicionado”, explicou.
O projeto prevê aplicações quinzenais em quatro pontos do município, com monitoramento rigoroso antes e durante o uso do larvicida. Para garantir a confiabilidade dos dados, a pesquisa conta com um ponto de controle, onde não houve aplicação do produto, permitindo a comparação dos resultados e a comprovação científica da eficácia da estratégia.
Atualmente, o produto e a planta de produção estão em trâmite de registro junto à Anvisa, com expectativa de que ainda neste semestre o larvicida esteja devidamente registrado e em produção, ampliando seu potencial de uso em outros municípios catarinenses.
A secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Vanessa Pacheco, destacou a importância da pesquisa para a qualidade de vida da população, especialmente para quem trabalha em ambientes abertos. “A pesquisa mostrou um percentual muito alto de redução do maruim, o que é motivo de alegria tanto para a área urbana quanto para a rural. Para os produtores e trabalhadores rurais, que atuam diariamente em ambientes abertos, esse controle representa mais qualidade de trabalho e mais qualidade de vida”, ressaltou.





