Duas pessoas presas em flagrante, em Lages e Navegantes, durante uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do CyberGAECO, tiveram as prisões preventivas decretadas nas audiências de custódia. Elas são suspeitas de cometer crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A operação, denominada Infantius, foi conduzida em apoio à 1ª Promotoria de Justiça de Lages, à 1ª Promotoria de Justiça de Blumenau, à 2ª Promotoria de Justiça de Navegantes e à 2ª Promotoria de Justiça de Gaspar. Durante a execução das ordens judiciais, foram apreendidos smartphones, notebooks e mídias de armazenamento. Esses dispositivos eletrônicos passarão por uma perícia técnica especializada para subsidiar o avanço das investigações.
Os presos são suspeitos de cometer crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, inclusive por sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
A Promotora de Justiça Luciana Uller Marin, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, diz que as prisões preventivas dos suspeitos são fundamentais para a sequência das investigações: “A medida é necessária para garantir a ordem pública e resguardar a própria investigação, sobretudo diante da gravidade concreta dos fatos apurados. Estamos tratando de crimes que vitimizam crianças e adolescentes no ambiente digital, condutas que possuem elevado potencial lesivo e que exigem atuação firme e célere do Ministério Público de Santa Catarina e das forças de segurança”.





