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quinta-feira 23 de julho de 2026

ARTIGO | Barra Velha rumo à excelência (Barrex)

Foto, Fernando Schroeder
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O objetivo de um empresário não pode se limitar ao lucro financeiro pessoal e empresarial. O resultado econômico é, sim, necessário, legítimo e até vital para a sobrevivência da empresa. Contudo, reduzir a atividade empresarial a uma simples máquina de extração de ganhos é apequenar o verdadeiro papel de quem empreende. Tudo porque, o empresário é, antes de tudo, um agente de transformação social.

Toda empresa está inserida em uma área populacional, usufruindo a infraestrutura local, que, em reciprocidade, deve formar mão de obra local, impactar positivamente o meio ambiente, movimentar cadeias produtivas e influenciar a cultura econômica da região. Afinal, o sucesso empresarial depende de um ecossistema coletivo saudável, ou seja, não existe empresa forte em cidade fraca.

SUSTENTABILIDADE SÓCIO-ECONÔMICA: Empresário que só enxerga do “portão para dentro” do seu negócio, por alegada falta de tempo, sofre de miopia socioeconômica crônica.
 

Em resumo, a sustentabilidade socioeconômica é compromisso quase “missionário”: compreender que gerar empregos dignos, pagar tributos de forma ética, apoiar iniciativas educacionais, investir em qualificação profissional e preservar recursos naturais são atitudes que fortalecem o ambiente onde o próprio negócio prospera. E isso não é filantropia ingênua; é visão estratégica de longo prazo.

Em resumo, sustentabilidade socioeconômica significa devolver algo ao meio, com “juros e correção monetária”, criando oportunidades onde há carência, estimulando inovação onde existe estagnação e fomentando desenvolvimento onde predomina a dependência.

Assim, empresário que só enxerga do “portão para dentro”, por alegada falta de tempo, sofre de miopia social crônica … ah, e não vale usar o seu tempo ocioso para reclamar da cidade, como que praticando um “home office” da consciência, também, porque a cidade é a plateia que decide se a empresa merece aplausos … ou vaia !!

Por fim, vale lembrar uma das maiores marcas da genialidade de EGGON JOÃO DA SILVA (o “E” da WEG, 1929-2015), a sua fala: “o maior legado de um empresa é gerar riqueza para a sociedade”

Emílio da Silva Neto
Emílio da Silva Netohttps://consultoria3s.com/
Emílio da Silva Neto é engenheiro com PhD e pós-doutorado, com ampla atuação nas áreas acadêmica, empresarial e consultiva. Foi professor da UFSC e Diretor Vice-Presidente da WEG Acionamentos. É cofundador da ARCO-ÍRIS Alimentos e da FECIAL Agroindústria, além de atuar como orientador na Fundação Dom Cabral e consultor do IEL. Com forte participação institucional, integrou por mais de 30 anos a ACIJS e também atua em entidades culturais e comunitárias.

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