Reni Dirceu Ribeiro (56 anos) foi condenado a 61 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de feminicídio e furto de sua então companheira, a empresária Rosemary Martins (de 59 anos) – em crime que ocorreu em julho do ano passado, em Penha. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira, 13, em sessão do Tribunal do Júri.
O réu também terá que pagar R$ 200 mil a título de reparação de valor mínimo por danos morais causados às filhas da vítima. Segundo a denúncia, o réu matou a companheira com mais de 60 golpes de faca, no contexto de violência doméstica e familiar, após o término do relacionamento. A vítima foi surpreendida dentro da residência e não teve possibilidade de defesa.

Na sessão do Tribunal do Júri, os jurados acolheram integralmente a tese defendida pelo Promotor de Justiça Rene José Anderle, da 2ª Promotoria de Justiça da Penha, reconhecendo a materialidade e a autoria do crime, bem como as majorantes de feminicídio, incluindo emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além do feminicídio, o réu foi condenado pelo furto do veículo da vítima, utilizado para fugir do local após o crime. Na dosimetria da pena, foram consideradas circunstâncias judiciais desfavoráveis, como a gravidade concreta da conduta, a violência empregada e as consequências do crime, que impactaram profundamente os familiares da vítima.
“A decisão dos jurados, ao reconhecerem todas as majorantes do feminicídio apontadas na denúncia, foi uma resposta à altura da brutalidade do crime. A fixação da pena máxima permitida pelo tipo penal, arbitrada pelo Juiz Douglas Braida de Moraes, titular da 2ª Vara da Comarca de Penha, reflete a realidade de um crime de excepcional gravidade, praticado contra uma mulher que tentou, com as próprias mãos, sobreviver, e cujos familiares seguirão carregando esse peso para sempre”, enfatiza o Promotor de Justiça.
A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.
O CRIME
Rosemary Martins foi assassinada dentro de casa pelo companheiro Reni Dirceu Ribeiro, O crime aconteceu em julho de 2025, após Rosemary descobrir traições do marido e comunicar à filha que pretendia terminar o relacionamento. Sem conseguir mais contato com a mãe, a filha pediu que uma amiga fosse até a residência, onde o corpo foi encontrado na terça-feira, na Praia Alegre. A vítima foi morta com mais de 60 facadas.
Após o crime, o suspeito fugiu para São José, mas foi localizado com ajuda de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. Ele teve a prisão preventiva decretada e vai responder por feminicídio. Em depoimento, alegou legítima defesa, mas a principal linha de investigação aponta que o assassinato foi motivado pela intenção da vítima de encerrar o relacionamento.
O homem já possuía histórico de violência contra outras mulheres em relacionamentos anteriores.





