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sexta-feira 10 de julho de 2026

ARTIGO | Barra Velha rumo à excelência (Barres) – Mais que voto “Útil” … “Utilitário”

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O termo “voto útil” no contexto das eleições refere-se a uma estratégia onde o eleitor escolhe um candidato, com maiores chances de vitória, para evitar que outro adversário vença, mesmo que esse candidato não seja a sua primeira opção.

Aqui vale, então, este articulista explicitar o que ele entende como “voto utilitário”. Vamos lá !!!

Quando alguém entra em uma loja para comprar um veículo, dificilmente ele decide por impulso, ele observa cada detalhe: a lataria, o interior, o motor, o histórico, o consumo, o custo de manutenção. Abre o porta-malas, testa o conforto, compara opções. Afinal, é uma escolha que envolve investimento, segurança e uso contínuo.

Agora, vale a analogia: por que, em uma eleição, muitas vezes esse mesmo rigor não é aplicado? Escolher um candidato também é uma decisão de impacto duradouro.

Você analisa suas propostas com atenção? Verifica se ele realmente defende os principais interesses que afirma representar? Investiga seu histórico, suas atitudes passadas e a coerência entre discurso e prática?

Sim, pois, assim como um carro pode parecer bonito por fora e decepcionar no desempenho, candidatos podem se apresentar bem, mas não entregar resultados. Por isso, confiar exige mais do que aparência ou promessas. Exige informação, senso crítico e responsabilidade.

No fim, tanto na compra de um veículo quanto na escolha de um representante, a pergunta central é a mesma: você está tomando uma decisão consciente, baseada em análise real, ou apenas sendo conduzido por influência de terceiros e/ou impressões superficiais?

Ah, dois pontos ainda importantes:

O primeiro: você já elencou os seus principais pleitos em áreas como infraestrutura, mobilidade, saúde, segurança pública e educação    ?

O segundo: o seu candidato é do tipo “cometa”, aquele que dá uma passada na cidade, só nas eleições (abraçando até poste, tomando café e tirando foto com gente que nunca viu na vida), ou seja, aquele que não vive o seu dia a dia, com suas vantagens e desvantagens?

Enfim, “voto utilitário” é aquele em cidadão honesto (eita, algo difícil), com um passado de entregas, que vivencia (mais que conhece) as carências regionais e, nunca um mero “cometa”, pois política não é “visita relâmpago” … é presença constante.

Emílio da Silva Neto
Emílio da Silva Netohttps://consultoria3s.com/
Emílio da Silva Neto é engenheiro com PhD e pós-doutorado, com ampla atuação nas áreas acadêmica, empresarial e consultiva. Foi professor da UFSC e Diretor Vice-Presidente da WEG Acionamentos. É cofundador da ARCO-ÍRIS Alimentos e da FECIAL Agroindústria, além de atuar como orientador na Fundação Dom Cabral e consultor do IEL. Com forte participação institucional, integrou por mais de 30 anos a ACIJS e também atua em entidades culturais e comunitárias.

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