No novo relatório da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), publicado dia 8, foi mantida a suspensão de retirada, comercialização e consumo de mariscos e ostras produzidos em Penha e em Palhoça (Ponta do Papagaio). A proibição vai ao encontro da constatação laboratorial da presença da toxina ácido ocadaico. A decisão segue até nova análise.
Segundo a Cidasc, o ácido ocadaico é produzido por microalgas e, ao se alimentarem, os moluscos acumulam a toxina em suas glândulas digestivas. Nos moluscos esta toxina não causa nenhum dano, no entanto, os seres humanos ao consumirem os animais contendo a toxina podem vir a apresentar sintomas como náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.


A Cidasc recomenda que a população também não deve consumir moluscos bivalves retirados de bancos naturais, incluindo os costões, parcéis e beira de praia. A medida é necessária para preservar a saúde dos consumidores, pois as novas análises indicam que ainda há níveis altos da toxina ácido ocadaico nestes animais.
A Cidasc mantém o monitoramento semanalmente e assim que a repetição das análises apontar modificação no quadro, a retirada dos moluscos bivalves poderá ser retomada. Estes animais filtram a água e neste processo, havendo redução na concentração de algas no mar, expelem naturalmente a toxina.





