A tubulação para a obra de alargamento da faixa de areia da Praia do Gravatá, em Navegantes, começou a chegar nesta terça-feira, 12. A empresa responsável pela obra, a Jan de Nul, espera concluir a montagem e soldagem até o dia 10 de junho, permitindo que a draga Galileo Galilei, faça o lançamento da areia para um trecho de 2,3 quilômetros – criando uma faixa de 70 metros de largura – entre a Foz do Rio Gravatá e o Rio das Pedras.
“Estamos vivendo um momento histórico em nossa cidade com essa obra que significa mais espaço para a qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável”, disse o prefeito Ricardo Ventura. Para a montagem da tubulação, a Rua Osvaldo José Reiser será interditada no trecho compreendido entre a Avenida Prefeito Cirino Adolfo Cabral (beira-mar) e a Avenida Prefeito José Juvenal Mafra.



No local, serão instaladas duas estações de montagem para processar tubos de 900 milímetros de diâmetro. As peças, que chegam em comprimentos de 6 e 12 metros, serão soldadas pelas equipes até atingirem seções de 24 metros. A operação mobiliza cerca de 30 profissionais e conta com o suporte da Navetran para a sinalização e organização do tráfego.
“O início da mobilização do canteiro de obras no Gravatá é um marco para Navegantes. Esta é uma etapa técnica e logística fundamental para que o alargamento da praia aconteça com a eficiência que a nossa cidade exige. Estamos trabalhando com planejamento rigoroso e apoio das equipes de segurança para que essa fase de montagem das tubulações ocorra de forma organizada”, disse o prefeito, Ricardo Ventura.
A empresa responsável pela execução é a belga Jan de Nul, vencedora do processo licitatório realizado no fim de 2025, com proposta de aproximadamente R$ 31,5 milhões — valor que representa um desconto de 26,8% em relação ao orçamento inicial de R$ 43 milhões.
“A intervenção tem como objetivo ampliar a faixa de areia, contribuindo para a contenção da erosão costeira, além de melhorar a segurança, a infraestrutura e o potencial turístico da região”, explica o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira.

DRAGA GALILEO GALILEI
A draga Galileo Galilei, da empresa belga Jan De Nul Group, é uma das embarcações utilizadas em grandes operações de dragagem marítima e portuária no mundo. Do tipo hopper, ela atua na remoção de sedimentos do fundo do mar, rios e canais de navegação.
A embarcação possui cerca de 166 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 18 mil metros cúbicos de sedimentos. Equipada com modernos sistemas de sucção, navegação e monitoramento ambiental, a draga é empregada em obras de aprofundamento de canais, manutenção portuária, recuperação de praias e projetos de infraestrutura costeira.
O sistema funciona por meio de tubos de sucção que aspiram areia do leito marinho, armazenando o conteúdo em compartimentos internos para posterior descarte ou reaproveitamento em obras de engenharia marítima.
No Brasil, a Galileo Galilei participou de importantes obras em Santa Catarina e no Paraná, incluindo a dragagem do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, serviços na Baía da Babitonga, além de projetos de recuperação e alargamento da faixa de areia em Balneário Camboriú, Itapoá e Matinhos.
ROTAS ALTERNATIVAS
Durante o período de montagem, a orientação é que motoristas e moradores utilizem as vias do entorno para o deslocamento. As opções de acesso são as ruas Olindo José Bernardes, Bernardo Antônio Narciso, Alfredo José Rebello e Antônio Inácio. A administração municipal ressalta que o início da mobilização do canteiro é uma etapa técnica indispensável para garantir a eficiência do alargamento da faixa de areia





