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sábado 13 de junho de 2026

TJSC mantém recuperação judicial da Teka e garante continuidade das operações da empresa centenária

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A 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu, por unanimidade, manter a recuperação judicial da Teka, tradicional indústria têxtil catarinense que completa 100 anos de atividade em 2026. A decisão foi tomada nesta terça-feira (9), com placar de 3 votos a 0, e confirma a liminar que havia suspendido o decreto de falência da empresa, expedido em primeira instância em fevereiro de 2025.

Com o julgamento, a companhia segue operando sob recuperação judicial, preservando 1.781 empregos diretos e dando continuidade ao plano de reestruturação financeira.

A decisão reforça entendimento já adotado pelo próprio TJSC em março de 2025, quando o tribunal suspendeu os efeitos da falência e autorizou a retomada do processo de recuperação judicial. Entre os fundamentos considerados pelos desembargadores está um laudo elaborado pela consultoria Grant Thornton, entregue ao Judiciário no final de 2025, que apontou viabilidade operacional e financeira para a continuidade das atividades da empresa.

Segundo informações apresentadas no processo, a Teka possui crédito judicial definitivo de aproximadamente R$ 500 milhões junto à União, valor superior à dívida federal já negociada pela companhia. A empresa também destacou avanços na regularização de suas obrigações fiscais e trabalhistas. O passivo tributário foi reduzido de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões após adesão a uma transação tributária federal, enquanto um acordo trabalhista de R$ 70 milhões beneficiou 2.333 trabalhadores no final de 2025.

De acordo com o CEO da Teka, Rogério Marques, a decisão terá impacto imediato para funcionários e ex-funcionários. Com a manutenção da recuperação judicial, cerca de R$ 18 milhões depositados em contas judiciais vinculadas ao processo deverão ser liberados para pagamento de direitos trabalhistas.

“A decisão unânime do TJSC confirma a consistência dos fatos apresentados no processo e reconhece a viabilidade da Teka. A companhia segue operando normalmente, comprometida com seu plano de recuperação, com o atendimento aos clientes e com a continuidade dos investimentos”, afirmou o executivo.

Além da preservação dos postos de trabalho, a empresa destaca que a decisão contribui para a manutenção da cadeia de fornecedores, da arrecadação tributária e da atividade econômica ligada ao setor têxtil catarinense.

Nos últimos meses, a companhia investiu R$ 37,5 milhões na modernização de suas unidades industriais localizadas em Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP). Segundo a direção, os aportes fazem parte da estratégia de retomada operacional e aumento da competitividade.

Fundada em maio de 1926, em Blumenau, a Teka registrou faturamento de R$ 476 milhões em 2025. Para 2026, a expectativa é de crescimento de aproximadamente 15%, com receita superior a R$ 550 milhões. Entre as próximas etapas do plano de recuperação estão a realização de assembleia de credores, a continuidade dos investimentos industriais e a ampliação da presença comercial da marca, incluindo a abertura de uma loja física em Itupeva (SP).

“No ano do nosso centenário, essa decisão é um marco que confirma que estamos no caminho certo. Esse é o melhor presente que poderíamos receber. Seguiremos trabalhando com total empenho para fortalecer a empresa, preservar empregos e gerar valor para toda a cadeia”, concluiu Marques.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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