O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou no último dia 3 o novo relatório de balneabilidade das praias catarinenses. O documento constatou que os dois pontos analisados em Balneário Piçarras estão impróprios, apresentando níveis elevados Escherichia coli. O IMA citou que chuvas intensas e localizadas, associadas à maré alta, impactaram significativamente a qualidade da água.
A coleta das amostras ocorreu nos 30 de junho e 01 de julho. Segundo o órgão, as chuvas sobrecarregam os sistemas de esgotamento sanitário, favorecendo o extravasamento de efluentes e comprometendo a balneabilidade. O ponto é considerado impróprio quando na última coleta o resultado for superior a 2.000 Escherichia coli por 100 mililitros.
No Ponto 1 (em frente à Rua Nackle Francisco), o resultado foi de 961 e no Ponto 2 (em frente à Avenida Getúlio Vargas, próximo ao Posto de Guarda-Vidas, à esquerda do molhe) foi de 5.794. A última fez que o Ponto 1 ficou impróprio foi em 22 de outubro de 2025 e o Ponto 2 em 30 de janeiro de 2024.

O Governo Municipal busca nova certificação internacional do Bandeira Azul para os dois trechos. Em nota, disse que tais situações não comprometerão um futuro aval do corpo técnico do Programa. “Em períodos de chuva, é comum que alguns pontos sejam temporariamente classificados como impróprios. No entanto, essa condição não comprometerá a obtenção da certificação Bandeira Azul, nem gerará questionamentos por parte do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras)”, cita a nota.
De outubro a março, o monitoramento da balneabilidade das praias catarinenses é feito semanalmente. Já entre abril e setembro, o relatório passa a ser emitido de forma mensal.
Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), por conta das chuvas, o litoral catarinense registrou piora na balneabilidade após as fortes chuvas dos últimos dias. Dos 260 pontos monitorados, 153 (58,85%) estão próprios para banho e 107 (41,15%) foram classificados como impróprios.
O Programa de Monitoramento da Balneabilidade é regulamentado pela Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000, que estabelece critérios para a classificação das praias como próprias ou impróprias para banho, baseado na concentração da bactéria Escherichia coli.





