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quinta-feira 16 de julho de 2026

SECHOBAR solicita avaliação técnica para novos empreendimentos de locação por aplicativos em Penha

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Antes da aprovação de novos empreendimentos compostos por studios destinados à locação por plataformas digitais, como o Airbnb, o Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares (SECHOBAR) defende que o município de Penha realize estudos técnicos para avaliar os impactos da modalidade sobre o turismo, a infraestrutura urbana e o mercado de trabalho.

A posição foi apresentada durante reunião realizada na terça-feira (14), na subsede do sindicato em Penha. Participaram do encontro a presidente do SECHOBAR, Olga Ferreira, o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região, José Lopes, a secretária municipal de Turismo, Susan Corrêa, e a presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Elaine Iwamoto.

Na ocasião, representantes dos sindicatos laboral e patronal entregaram uma Nota Técnica apontando cinco principais preocupações em relação à expansão de empreendimentos voltados exclusivamente para locações de curta duração por plataformas digitais.

“A união entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal mostra que essa não é uma pauta corporativista, mas uma questão de sobrevivência do setor turístico da região”

Entre os pontos levantados está a possível redução na geração de empregos formais. Segundo o SECHOBAR, hotéis e pousadas mantêm equipes permanentes para recepção, governança, manutenção e alimentação, enquanto studios destinados ao Airbnb demandam apenas serviços esporádicos, como limpeza e manutenção.

Outro aspecto destacado é a concorrência considerada desigual com a hotelaria tradicional. O sindicato argumenta que hotéis e pousadas estão sujeitos a exigências legais, tributárias, sanitárias, trabalhistas e de segurança, além de realizarem elevados investimentos, enquanto empreendimentos voltados exclusivamente às plataformas digitais podem operar sob regras diferentes.

A nota técnica também chama atenção para os impactos na mobilidade urbana. De acordo com a entidade, edifícios com número insuficiente de vagas de estacionamento podem provocar aumento de veículos nas vias públicas, congestionamentos e conflitos com moradores e comerciantes.

O documento ainda aponta possíveis reflexos sobre a infraestrutura municipal, como maior demanda por abastecimento de água, energia elétrica, coleta de lixo, rede de esgoto, segurança pública e mobilidade urbana.

Para o SECHOBAR, o desenvolvimento turístico deve priorizar investimentos capazes de gerar empregos permanentes, fortalecer a hotelaria tradicional, ampliar a arrecadação municipal e promover crescimento econômico sustentável.

“A união entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal mostra que essa não é uma pauta corporativista, mas uma questão de sobrevivência do setor turístico da região”, afirmou a presidente do SECHOBAR, Olga Ferreira. Segundo ela, o sindicato defende a expansão do turismo, desde que baseada em planejamento e estudos técnicos que avaliem os impactos antes da aprovação de novos empreendimentos.

Durante a reunião, a secretária de Turismo de Penha, Susan Corrêa, comprometeu-se a levar as demandas ao secretariado municipal e apresentar um posicionamento sobre os questionamentos levantados pelas entidades.

O SECHOBAR informou que aguarda retorno do município sobre a realização de estudos técnicos antes da aprovação de novos projetos desse segmento.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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