Para as crianças e jovens amantes das histórias em quadrinhos, a Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina Seccional Balneário Piçarras “Luiz Ferreira da Silva” realizará no domingo, dia 27, das 15h até às 18h, um evento para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro).
Pelo quarto ano consecutivo a Academia promove o encontro entre apreciadores de gibis de todas as idades e membros da Academia, que este ano vai acontecer no Espaço Bem Estar, na arena montada próximo ao Molhe Central (descida da Rua 700), e vai proporcionar doação e troca de gibis, além de muita leitura, ilustração e diversão.
Durante o evento também estará acontecendo a campanha “Armas pra quê? Eu quero é ler!”, coordenada pela escritora Dani Garcia, que tem como objetivo trocar armas de brinquedos por livros infantis. Também no local, a escritora e ilustradora Iliane Fleith fará um workshop de ilustração para crianças de 07 a 11 anos, a partir das 17h.
Para participar do workshop será preciso realizar a inscrição pelo telefone (47) 98403-5175. “Pais, mães, avós, tios, levem suas crianças e jovens para passar uma tarde divertida, leve um gibi ou uma arma de brinquedo e divirtam-se conosco nesta ação que acontece todos os anos e busca despertar o interesse pela leitura e ilustração, principalmente de quadrinhos”, destaca a presidente da Academia, Susan Corrêa.
Dia Nacional
Segundo o site Universo HQ, o dia 30 de janeiro é celebrado por leitores de quadrinhos brasileiros. É quando se comemora o Dia do Quadrinho Nacional. A data marca a produção nacional de histórias em quadrinhos, seus autores e obras. Mas por que o dia 30 de janeiro foi escolhido? Em 1984, a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de São Paulo realizou uma pesquisa na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro/RJ) e verificou que o Brasil era pioneiro na publicação dessa linguagem.
Foi descoberto, então, Ângelo Agostini, um italiano radicado no Brasil, que começou a publicar, em 1867, seus desenhos e charges no Cabrião, jornal de São Paulo. Em 1869, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde fazia uma série no semanário Jornal Vida Fluminense. Foi em 30 de janeiro daquele mesmo ano que Agostini começou a publicar o que se considera o primeiro quadrinho brasileiro: As aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte. Em forma de páginas duplas, a cada semana a história mostrava Nhô-Quim viajando de Minas Gerais para a corte do Rio de Janeiro. Nhô-Quim completa 150 anos em 2019. A história em quadrinhos de maior sucesso no Brasil hoje é a Turma da Mônica, de Maurício de Souza. A produção equivale a 86% do mercado nacional e pode ser encontrada em 40 países, com 14 idiomas diferentes.





