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quinta-feira 30 de julho de 2026

Após temporal, Penha declara situação de emergência por 180 dias

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O prefeito de Penha, Aquiles da Costa (MDB) decretou na manhã desta sexta-feira, 18, situação de emergência em áreas do município atingidas pelo forte temporal na noite de quinta-feira, 17. As localidades alvo do decreto são os bairros Praia de Armação do Itapocorói, Nossa Senhora de Fátima, São Cristóvão, São Nicolau, Gravatá e Centro; além das localidades de São Miguel, Praia de Alegre, Olaria, Cohab e São Francisco de Assis.

O decreto nº 3365/2019 permite a dispensa de licitação aos contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres – desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. Eles são contados a partir da caracterização do desastre, vedada a prorrogação dos contratos.

Houve alagamento em diversos pontos da cidade, quedas de muros em casas e danos ao patrimônio. A Defesa Civil de Penha também registrou movimentação de terra no morro da Praia Vermelha e apagão em algumas áreas.

Penha busca recuperar normalidade depois do desastre

A Prefeitura definiu o temporal com sendo “provavelmente o maior desastre natural já ocorrido na história do município”. Essa é a impressão de muitos moradores e que vem se confirmando diante das estimativas que vem surgindo com o levantamento de informações  – feito pela Prefeitura de Penha desde a noite de ontem, quando a cidade foi atingida por um forte temporal, que afetou praticamente todos os bairros do município.

Calcula-se que a enxurrada atingiu cerca de 1.300 residências e deixou 400 famílias provisoriamente desalojadas. Há registro de pelo menos 47 pessoas desabrigadas. Elas foram atendidas em um abrigo disponibilizado pela Prefeitura, já na noite de ontem, 17. Já a maioria das famílias desalojadas conseguiu ficar na casa de parentes ou amigos.

Cinco casas tiveram danos estruturais e vários pescadores perderam seus botes em Armação do Itapocorói, o bairro mais afetado. A praia também mostrava hoje pela manhã os sinais de destruição. Calcula-se que em termos de anos a infraestrutura da cidade o prejuízo seja de R$ 5 milhões.

O trabalho do governo municipal varou a madrugada e continua na manhã de hoje, 18. “Nosso esforço é para restabelecer a normalidade do município”, explicou o prefeito. “Estamos elaborando um relatório para conseguirmos buscar junto a Defesa Civil Nacional a liberação do FGTS das famílias atingidas, além de prestar toda a ajuda possível às famílias atingidas”, apontou a coordenadora da Defesa Civil de Penha, Edinéia Correa.

Com efeito, os serviços de saúde, água e luz já foram restabelecidos, e na segunda-feira a tendência é a educação – que atualmente atende as crianças nas Colônias de Férias – funcionar normalmente. Nesta sexta, as creches que sediam as colônias estavam fechadas devido a terem sofrido inundação.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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