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quarta-feira 5 de agosto de 2026

TJSC confirma ida de acusado de duplo homicídio a júri popular em Balneário Piçarras

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A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou, por unanimidade, o Recurso em Sentido Estrito (RESE) apresentado pela defesa de Ralf Junior Dombek Manke, acusado de matar os corretores de imóveis Deyvid Luiz Leite (46 anos) e Thiago Adolfo (29 anos), em Balneário Piçarras. A decisão foi proferida durante sessão realizada nesta terça-feira (4).

O recurso buscava reverter a decisão de pronúncia da Comarca, que encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri, além de contestar a manutenção da prisão preventiva do acusado. No julgamento, a relatora, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, teve seu voto acompanhado pelos desembargadores Roberto Lucas Pacheco e Sérgio Rizelo, mantendo integralmente a decisão de primeira instância.

Com isso, Ralf Junior Dombek Manke continuará preso preventivamente e enfrentará julgamento pelo Tribunal do Júri, em data que ainda será marcada pela Justiça. Além do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que atua naturalmente em prol das vítimas, os familiares de Deyvid e Thiago contrataram advogados para atuarem como assistentes de acusação: Samantha de Andrade, Juan Felipe Berti e Jean Francisco Silvestre. Na sessão do TJSC de terça-feira, Samantha realizou a sustentação oral em prol da família de Thiago Adolfo.

Antes da análise do recurso pelo TJSC, o juiz substituto Rodrigo Antônio Dias já havia revisado a prisão preventiva do acusado e concluído que permaneciam presentes os fundamentos para sua manutenção, como a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução processual e a aplicação da lei penal. Também havia sido negado um pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa.

O CRIME

O duplo homicídio ocorreu em 1º de julho de 2025, no interior de uma imobiliária em Balneário Piçarras. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Ralf Junior Dombek Manke efetuou disparos de pistola calibre 9 mm contra os corretores Deyvid Luiz Leite e Thiago Adolfo durante uma reunião relacionada a negociações comerciais envolvendo a venda de participação societária em uma imobiliária.

Após os disparos, o empresário deixou o local e foi preso em flagrante pouco tempo depois em um posto de combustíveis no município. Com ele, a polícia apreendeu a arma utilizada no crime, o veículo que conduzia, além de documentos e equipamentos eletrônicos.

A defesa sustenta que o acusado agiu em legítima defesa, alegando que teria reagido a uma situação de ameaça iminente durante o encontro. A tese será analisada pelos jurados durante o julgamento no Tribunal do Júri, que ainda não tem data definida.

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