A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) proibiu a retirada, comercialização e consumo de mexilhões e ostras produzidos em Penha. A restrição consta no relatório de monitoramento de ficotoxinas atualizado em 7 de agosto. A decisão segue até o resultado de nova análise.
De acordo com o novo levantamento, a área de cultivo de Penha – 16F aparece com a situação “SUSPENSO”. A medida está relacionada ao monitoramento da presença da toxina ácido ocadaico, produzida por determinadas microalgas e que pode se acumular nos moluscos durante o processo de alimentação por filtração da água.
Nos moluscos, a toxina não provoca danos aparentes. Porém, o consumo de animais contaminados pode causar intoxicação em seres humanos, com sintomas como náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.


A Cidasc realiza análises periódicas para acompanhar a concentração de ficotoxinas nos moluscos. Enquanto a suspensão estiver vigente, a orientação é não retirar, comercializar ou consumir mexilhões e ostras provenientes da área de Penha.
A recomendação também vale para moluscos bivalves retirados de bancos naturais, incluindo costões, parcéis e beiras de praia, nas áreas submetidas às restrições sanitárias.
A Cidasc mantém o monitoramento semanalmente e assim que a repetição das análises apontar modificação no quadro, a retirada e consumo dos moluscos bivalves poderá ser retomada. Estes animais filtram a água e neste processo, havendo redução na concentração de algas no mar, expelem naturalmente a toxina.





