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sábado 17 de outubro de 2026

AgHaGe aposta no crescimento de Balneário Piçarras com novo polo comercial frente ao mar

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A transformação urbana de Balneário Piçarras começa a mudar também a forma como a cidade oferece comércio, gastronomia e serviços. Em meio ao avanço imobiliário, à chegada de novos moradores e ao fortalecimento do turismo, empreendimentos comerciais passam a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na paisagem do município. É nesse cenário que avança o Negroni Open Mall, projeto de frente para o mar que pretende reunir 25 operações em um espaço aberto voltado à convivência.

As obras começaram em setembro de 2025 e, quase um ano depois, entram em uma etapa de aceleração. A fundação está 100% concluída, assim como o mezanino incorporado ao projeto durante o desenvolvimento da obra. A primeira laje já está em execução, com 30% de concretagem programada e nova etapa prevista para 20 de setembro.

Com a conclusão da fundação, a empresa responsável pelo empreendimento dobrou o número de colaboradores no canteiro. A medida busca acelerar a construção e manter o planejamento de entrega, atualmente previsto para dezembro de 2027.

Para Heslen Galdino, sócio da AgHaGe Empreendimentos, a evolução do projeto acompanha uma mudança percebida no próprio município desde os primeiros estudos para implantação do empreendimento.

“Balneário Piçarras cresceu e se valorizou muito desde o início do projeto. A cidade vive um ciclo de expansão imobiliária, novos investimentos e aumento da demanda, o que reforça ainda mais a visão que tivemos ao desenvolver o Negroni. Hoje, enxergamos uma cidade mais madura, valorizada e preparada para receber empreendimentos desse perfil”, afirma.

DE CIDADE TURÍSTICA A MERCADO EM EXPANSÃO
A decisão de instalar o empreendimento em Balneário Piçarras nasceu de uma análise do mercado local. Segundo a AgHaGe, o levantamento apontou um cenário de crescimento no número de edifícios e imóveis residenciais, mas uma oferta menor de empreendimentos destinados exclusivamente ao comércio.

A percepção levou a empresa a apostar em um modelo diferente: um empreendimento 100% comercial, aberto e integrado à orla.

O Negroni terá 25 unidades, sendo 15 salas comerciais e dez espaços destinados à alimentação. Entre os segmentos já definidos estão uma hamburgueria, uma empresa de alimentação saudável, uma empresa do setor de tintas e dois escritórios de advocacia. Os nomes das marcas ainda não foram divulgados.

A proposta é criar um espaço que tenha movimento não apenas durante o verão, mas ao longo de todo o ano.

“A proposta reúne gastronomia, comércio e serviços que atendem principalmente aos moradores da região, criando um fluxo recorrente mesmo fora do verão. A expectativa é que o turismo potencialize esse movimento nos períodos de maior temporada”, explica Heslen.

A estimativa da empresa é receber entre 3 mil e 4 mil visitantes por mês, entre moradores, turistas e veranistas. Durante a alta temporada, a expectativa é de aumento desse fluxo.

QUASE TODAS AS UNIDADES JÁ FORAM COMERCIALIZADAS
Um dos indicadores da demanda pelo empreendimento aparece antes mesmo de sua conclusão. O Negroni já tem 95% das unidades vendidas.

Atualmente, segundo a empresa, resta disponível apenas o espaço do rooftop, com aproximadamente 360 metros quadrados. O local será destinado a um gastrobar e representa um dos principais elementos da proposta de transformar o empreendimento também em uma atração gastronômica da cidade.

Além do comércio e da alimentação, a expectativa é que o empreendimento gere entre 120 e 150 empregos diretos quando estiver em funcionamento.

A movimentação econômica, porém, não deve se limitar aos trabalhadores das unidades. Fornecedores, empresas de manutenção, logística, limpeza, segurança, marketing e outros prestadores de serviços também deverão ser envolvidos na operação.

O investimento estimado para a conclusão permanece entre R$ 5,5 milhões e R$ 6 milhões, segundo levantamentos realizados pela empresa.

UMA NOVA RELAÇÃO COM A ORLA
A localização é outro elemento central do projeto. Instalado de frente para o mar, o Negroni foi concebido como um open mall, conceito que privilegia áreas abertas, circulação livre e integração entre os estabelecimentos e o ambiente externo.

A arquitetura, assinada pelo escritório Marcos Freitas Arquitetura, utiliza grandes superfícies de vidro, madeira, vegetação e brises. A intenção é aproveitar a vista para a praia e, ao mesmo tempo, controlar a incidência direta do sol.

Durante a execução, o projeto também recebeu alterações. A principal foi a criação de um mezanino destinado à circulação, além de modificações pontuais em algumas salas solicitadas pelos compradores.

Para a AgHaGe, as mudanças fizeram o empreendimento evoluir em relação à proposta apresentada originalmente.

“A evolução do próprio conceito do Negroni mostrou que o empreendimento poderia ir além de um centro comercial e se tornar um verdadeiro ponto de encontro da cidade, integrando gastronomia, comércio, serviços e experiências em um único espaço”, afirma Heslen.

TURISMO COMO PARTE DA ESTRATÉGIA
A expansão urbana ocorre paralelamente ao fortalecimento da atividade turística de Balneário Piçarras. A cidade possui toda a sua orla certificada pelo programa Bandeira Azul, elemento que a empresa considera estratégico para o projeto.

A intenção é fazer com que o visitante tenha motivos para incluir o empreendimento em seu roteiro, e não apenas utilizá-lo como local de consumo.

A localização frente ao mar, o rooftop, a gastronomia e a arquitetura fazem parte dessa estratégia. Ao mesmo tempo, a presença de serviços e comércio busca garantir que o empreendimento tenha uma base de público formada pelos próprios moradores.

O terreno também carrega uma relação com a memória da cidade. A área foi ocupada durante anos pelo tradicional Bali Hai, lembrado especialmente pelo antigo deck frente-mar. A proposta do novo empreendimento é ressignificar o espaço mantendo essa conexão com a história local.

UM NOVO CAPÍTULO DA TRANSFORMAÇÃO
O Negroni não é o único sinal da transformação pela qual Balneário Piçarras passa. O crescimento do número de edifícios, a valorização dos imóveis, novos investimentos e o aumento da demanda vêm modificando a paisagem urbana e criando novas necessidades para uma cidade que cresce em população e também em fluxo turístico.

É nesse contexto que os espaços comerciais ganham importância. Quanto maior a concentração de moradores e visitantes, maior a necessidade de restaurantes, lojas, escritórios, serviços e locais de convivência capazes de acompanhar esse novo perfil.

O Negroni aposta justamente nessa mudança. Com a obra avançando para a etapa estrutural, 95% das unidades comercializadas e previsão de entrega para dezembro de 2027, o empreendimento começa a tomar forma como parte de uma Balneário Piçarras diferente daquela encontrada quando o projeto foi concebido.

Mais do que construir um centro comercial frente ao mar, a proposta é ocupar um espaço dentro de uma cidade que passa por um processo acelerado de transformação – e que começa a demandar novos lugares para trabalhar, consumir, receber turistas e, principalmente, conviver.

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