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quarta-feira 21 de outubro de 2026

Piloto de parapente compartilha voo desafiador em Penha e orienta sobre cuidados antes de voar

Fotos, Anderson Peirão/ Summit Adventures
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Um voo de parapente realizado em 18 de setembro chamou a atenção pelas condições encontradas durante o percurso na região da Praia Vermelha, em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. O piloto Anderson Peirão compartilhou o registro da experiência, que exigiu atenção durante o retorno à rampa de pouso, principalmente devido ao vento contrário e à presença de névoa.

Com 15 anos de experiência no voo livre, Peirão explica que o objetivo naquele dia era treinar a pilotagem em condições de vento mais fraco. Segundo ele, esse tipo de prática costuma ser realizado quando não está transportando passageiros.

O piloto conta que as condições estavam dentro do previsto e não houve surpresas durante o voo. A situação que exigiu maior atenção foi a proximidade da névoa, que limitava a possibilidade de ganhar altitude.

“É proibido voar dentro de nuvens (entubado) sem navegação por instrumentos, e então tive que cuidar para não subir mais e perder visibilidade”, relata.

Para lidar com a situação, Peirão evitou permanecer na área de correntes ascendentes, conhecidas como lift, quando estava próximo do teto de voo e da névoa. Em seguida, iniciou o retorno à rampa, onde o céu estava mais limpo.

RETORNO À RAMPA EXIGIU ATENÇÃO
Embora o pouso na rampa da Praia Vermelha fosse o objetivo desde o início, a aproximação exigiu cuidado. O vento contrário dificultava o retorno e a presença da névoa impedia que o piloto ganhasse mais altitude.

Apesar dos desafios, havia uma alternativa caso não fosse possível chegar ao ponto planejado. “O retorno para pouso na rampa foi desafiador, pois não pude ganhar mais altitude devido a névoa e o vento estava contrário, mas em todo momento tinha uma outra opção de pouso seguro na praia”, afirma.

Peirão explica que normalmente não costuma gravar suas experiências de voo. Nesse caso, decidiu compartilhar o vídeo porque conseguiu retornar à rampa mesmo depois de perder bastante altitude. Em outra gravação publicada anteriormente, ele havia conseguido chegar apenas até a praia.

“Neste caso compartilhei, pois consegui chegar na rampa após perder bastante altitude, diferente de um outro dia que publiquei outro vídeo em que só cheguei até na praia. A ideia é mostrar que voar é seguro, mesmo em condições de vento fraco”, detalha Peirão.

Segundo o piloto, a intenção é justamente mostrar como funciona a prática do parapente também em condições de vento mais fraco, quando o treinamento é realizado sem passageiros.

Fotos, Anderson Peirão/ Summit Adventures

EXPERIÊNCIA E PREPARAÇÃO PARA VOAR
Ao longo de 15 anos de atividade, Peirão estima realizar, em média, cerca de 400 voos por ano. Para quem deseja experimentar o parapente pela primeira vez, ele recomenda pesquisar sobre o local e o profissional responsável antes de contratar o passeio.

A orientação é consultar as redes sociais da empresa ou do piloto, buscar referências sobre o trabalho realizado e verificar há quanto tempo o profissional atua na atividade. Também é importante fazer contato antecipado e agendar o voo, já que a realização depende de condições meteorológicas favoráveis.

“Indico que busquem informações sobre o local, redes sociais da empresa ou piloto com que pretende voar, há quanto tempo já trabalha com isso e faça contato prévio/agendamento, pois dependemos de boas condições climáticas”, orienta Peirão.

Outro cuidado é verificar a formação do piloto. Peirão recomenda perguntar sobre a habilitação junto à Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), especialmente o nível adequado para a realização de voos duplos ou para instrução, conforme o serviço oferecido.

O profissional também destaca a importância de verificar a existência de seguro específico para a atividade.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA SÃO FUNDAMENTAIS
Antes de contratar um voo, o passageiro deve buscar informações sobre os equipamentos utilizados e as condições de conservação. Conforme Peirão, os materiais precisam ser apropriados para voos duplos, estar em bom estado e passar por revisões periódicas, com laudos emitidos por oficinas certificadoras, quando aplicável.

Entre os itens essenciais citados pelo piloto estão os capacetes e o paraquedas de emergência. Ele também recomenda o uso de rádio comunicador, com frequência adequada à operação local e à comunicação entre os pilotos.

O uso de calçados fechados é outro cuidado importante para aumentar a proteção durante as etapas de decolagem e pouso.

“Os equipamentos devem ser homologados e apropriados para o voo duplo, e estarem em bom estado de conservação, com revisão anual e laudo aprovado por oficinas certificadoras. É necessário ter também paraquedas de emergência, capacetes e preferencialmente também rádio comunicador em frequência específica do local e demais pilotos”, finaliza Peirão.

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