Márcio Roberto da Conceição, Roque de Mauro e Misael Possobom Bonmann foram condenados à prisão pelo homicídio qualificado de Jefferson Fernando Pereira, morto em fevereiro do ano passado, em Balneário Piçarras. Em júri popular realizado ao longo da quarta-feira, 19, no Fórum de Itajaí, Márcio e Roque foram sentenciados a 14 anos de prisão, enquanto Misael a 12 anos e 1 mês – todos em regime inicialmente fechado.
“Nego aos denunciados o direito de recorrerem em liberdade, já que foram condenados por crime hediondo”, completou na sentença, o juiz de Direito, Augusto Cesar Allet Aguiar. O conselho de sentença entendeu que, após apresentação das teses de acusação e defesa, Márcio pediu a Roque que contratasse Misael para matar Jefferson por conta de uma dívida trabalhista movida pela vítima contra ele. Roque foi quem contratou o assassino. Os defensores de Márcio e Roque negaram a participação deles no crime.
Os jurados também ficaram convencidos de quem Misael foi quem matou Jefferson com 18 golpes de faca. Eles refutaram a tese de legitima defesa, iniciada após uma briga por conta de investidas sexuais da vítima sobre Misael. Além do assassinato, confessado ao longo da instrução processual, Misael foi condenado a 1 mês de detenção por falsa comunicação de crime – já que esteve na Polícia Civil de Itajaí para relatar uma tentativa de roubo na noite em que cometeu o assassinato.
Apesar da mudança do foro – solicitada pelo Assistência de Acusação, o advogado Altamir França – a tese da denúncia seguiu sendo a formulada pelo promotor de Justiça de Balneário Piçarras, Luis Felipe de Oliveira Czesnat. Os advogados dos apenados podem recorrer da decisão em esferas superiores da Justiça.





