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sexta-feira 17 de julho de 2026

Jardineiro de Barra Velha pede espaço para armazenar suas plantas

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Os primeiros dias após o incêndio que destruiu a pequena e tradicional “Feirinha do Verde”, do jardineiro e comerciante João Carlos Feijó, 61 anos, não têm sido fáceis. Carlos foi surpreendido com um incêndio criminoso quando dormia no local – ele morava e trabalhava na pequena floricultura – quando no último dia 16 perdeu praticamente tudo o que tinha.

Carlos é gaúcho, mas mora e trabalha há 20 anos em Barra Velha, com a comercialização de mudas frutíferas e ornamentais, ervas, flores e folhagens, num espaço praticamente aberto, cedido anos atrás pelo saudoso empresário Tito Gornick, ao lado do Terminal Rodoviário de Barra Velha, na Rua Carlos Maia.

Pessoa simples, Carlos estava morando no local quando foi surpreendido pelas chamas – machucou mãos e pés ao conseguir abrir as portas da floricultura, para salvar-se e salvar também o seu fiel cachorro de estimação. Era 2h30 quando o incêndio ocorreu.

Os primeiros dias foram de rescaldo do incêndio. Não há pistas dos responsáveis. Carlos perdeu móveis, alimentos e roupas, e sobretudo, o local onde vivia. A solidariedade da comunidade falou mais alto, e ele ganhou muita coisa.

A imobiliária responsável pela administração dos bens do saudoso Tito e até mesmo sua viúva, dona Schirley Gornicki, estiveram no local e prestaram solidariedade. Carlos tinha contrato de comodato – um gênero de zeladoria – e não pagava nada para estar no terreno.

A imobiliária, segundo ele, está preparando um novo espaço para ele viver, e definindo os itens de um novo contrato, para não deixa-lo desamparado. Por hora, Carlos está na garagem de uma casa de veranista, cedida temporariamente no bairro Icaraí.

A família Gornicki irá liberar o novo imóvel para ele, porém, Carlos não ficará mais com a feira na Rua Carlos Maia, até por questões de segurança. O que ele mais pede agora é um espaço temporário para deslocar o que sobrou das plantas – muitas delas, ainda não pagas a fornecedores.

Desde que o incêndio aconteceu, o espaço da antiga floricultura passou por vários furtos. Levaram um portão metálico, o motor que Carlos usava para ligar a mangueira que regava as flores e folhagens, e também algumas mudas e plantas. Ele também estuda para onde levará seu comércio.

As necessidades mais urgentes, como vestuário e móveis, já foram contornadas. Carlos agora pede apoio para ter o espaço onde levar as plantas, e também alimentação. Ele perdeu seu celular no incêndio, mas conta com o telefone da rodoviária de Barra Velha para contatos, no (47) 3456.3669.

Ele também está diariamente no espaço da feirinha, e ainda comercializa as mudas restantes, para garantir seu sustento. “Sou muito grato pelo apoio neste momento difícil pelo qual passei, ao qual, alguém, num ato insano, tentou contra a minha vida e de meu fiel companheiro, o meu cão Veloz”, agradeceu.

 

 

Foto por: Juvan Neto | CVBV

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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