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Piçarras
sábado 1 de agosto de 2026

Capitão norte-americano estará em seminário local sobre plásticos no ocenao

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O capitão norte-americano, Charles Moore, da Fundação de Pesquisas Marinhas Algalita, o primeiro a descobrir a Grande Mancha de Lixo do Pacífico – um enorme acúmulo flutuante de detritos plásticos – estará em Balneário Piçarras para participar do seminário “Oceano sem Plástico”. O evento acontece no dia 8 de junho no Museu Oceanográfico da Univali.

Moore viaja o mundo alertando sobre o crescente e sufocante problema dos resíduos plásticos nos mares. O evento começa a partir das 12h45 e contará com outros especialistas na área para fomentar o debate sobre o tema em nossa região. A programação oficial ainda não foi divulgada e o evento será limitado para 170 pessoas.

As inscrições abriram segunda-feira (28) e o podem ser feitas clicando AQUI. O prazo para a inscrição é no dia 05 de junho. O evento também será transmitido ao vivo pelo Facebook da Prefeitura de Balneário Piçarras.

De acordo com o presidente da Fundação do Meio Ambiente da cidade, Marcos Zaleski, o seminário é uma oportunidade para trazer o tema à tona em nossa região. “A poluição marinha é um tema muito pertinente para a discussão em âmbito regional. Além de Charles Moore, já estamos confirmando outros palestrantes e também articulando regionalmente uma adesão ao Projeto Mares Limpos, da ONU”, exaltou.

O seminário conta com apoio da AMFRI e dos municípios que compõem a associação.

Captain Charles Moore           

Charles Moore é fundador da Algalita Marine Research Foundation. Ele comanda a embarcação de pesquisa da fundação, a Alguita, documentando as grandes extensões de resíduos de plástico que agora contaminam nossos oceanos.

Uma competição de iates pelo Pacífico levou Charles Moore, um veterano do setor marítimo, a descobrir o que alguns consideram o maior “aterro” do mundo – na verdade, uma imensa quantidade de lixo plástico flutuante, duas vezes maior que o Estado do Texas, nos Estados Unidos.

Moore disse depois de sua viagem de volta: “havia tampas de xampu, garrafas de sabão, sacolas de plástico e boias de pesca até onde eu podia ver. Aqui estava no meio do oceano, e não havia nenhum lugar onde eu pudesse ir para evitar o plástico”.

Desde sua descoberta, Moore vem analisando o lixo gigante e seus efeitos desastrosos na vida oceânica. Através da Algalita Marine Research Foundation, ele espera aumentar a conscientização sobre o problema e encontrar formas de restringir seu crescimento. Ele agora está liderando várias expedições para amostrar fragmentos de plástico ao longo de milhares de quilômetros do Pacífico.

 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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