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quinta-feira 25 de junho de 2026

Projeto revela detalhes de reforma no Grupo Escolar Municipal Antônio José Tiago

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Após quase 15 meses desde a interdição do Grupo Escolar Municipal Antônio José Tiago, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Penha, a Prefeitura anunciou no último dia 24 que concluiu o projeto para reforma da unidade. Desenvolvido pela empresa E+Plan Engenharia, o documento prevê troca da cobertura, substituição do reboco das paredes, nova instalação elétrica e hidráulica, além de um reaterramento com concreto armado em algumas salas.

RELEMBRE: Interditada há 9 meses, escola de Penha é alvo de vandalismo e furtos

O projeto prevê a remoção completa de toda a cobertura da escola, justamente a maior causa da sua interdição. Outro problema no projeto original, as aberturas que permitiam ao vento entrar e destruir a cobertura, serão substituídas por janelas. “Ficará mais claro do que é hoje, a ainda vai prevenir danos a nova cobertura”, apontou o engenheiro responsável pela empresa, Jacson Jeremias.

“O maior desafio da obra foi resolver as patologias existentes, utilizando os recursos existentes sem impactar a estrutura”, acrescentou o engenheiro da empresa, que em fevereiro foi contratada ao valor de R$ 44.162,14 para nortear o governo a licitar a reforma. A estimativa é que obra possa custar 1,2 milhão de reais. “Será como construir uma nova escola”, disse o prefeito, Aquiles José Schneider da Costa (MDB).

“Finalmente tendo em mãos o projeto, agora vamos passar para a etapa de licitação para contratar a empresa que fará a obra de reforma”, reforçou Aquiles, prevendo que a reforma fique pronta em 2019. A escola foi fechada em 10 de fevereiro do ano passado, logo após uma vistoria da Defesa Civil de Penha, Corpo de Bombeiros Militares e Secretaria de Planejamento apontar sérios problemas na estrutura que ameaçavam o edifício e a segurança dos alunos e comunidade escolar.

Meses depois, em julho, um quarto laudo foi produzido por uma equipe técnica – contratada através de licitação ao custo de R$ 7.900,00. Em novembro, após pressão popular, o Governo Municipal promoveu uma reunião para discutir o futuro da escola. “Tínhamos duas opções: reformar ou reconstruir. A comunidade optou pela reforma, ciente que os problemas na construção podem voltar acontecer, e novas reformas podem ser necessárias”, detalhou Aquiles, a época.

ESCOLA  VANDALIZADA
Desde que foi interditado, a situação do Grupo Escolar Municipal Antônio José Tiago só piorou. A estrutura educacional milionária vem sendo alvo de constantes atos de vandalismo e furtos. No prédio, inaugurado em julho de 2012 ao valor de mais de R$ 1,2 milhão, o cenário é de absoluta destruição.

 Há vidraças estilhaçadas, salas de aula arrombadas, parte da fiação elétrica foi furtada, assim como lâmpadas e bocais, e há nítida presença de pessoas residindo temporariamente no local. O portão de alumínio, de aproximadamente 5 metros, foi furtado – substituído recentemente por um de ferro.

Ao lado, na quadra esportiva inaugurada em julho de 2015, a situação é idêntica. Além dos refletores danificados, redes cortadas e grades retorcidas, os banheiros estão totalmente destruídos. Os espelhos estão quebrados, as louças foram arrancadas e há lixo para todo o lado. A fiação elétrica também foi parcialmente furtada. A quadra esportiva custou R$ 728.169,77 de recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) do Governo Federal.

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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