8.9 C
Piçarras
sexta-feira 26 de junho de 2026

Interditada há 9 meses, escola de Penha é alvo de vandalismo e furtos

Ouça a Matéria

Interditado pelo Governo Municipal no dia 10 de fevereiro – com embasamento de laudos técnicos apontando para dezenas de problemas estruturais – a situação do Grupo Escolar Municipal Antônio José Tiago, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Penha, só piorou. Próximo de complementar nove meses em estado de abandono, a estrutura educacional milionária vem sendo alvo de constantes atos de vandalismo e furtos.

No prédio, inaugurado em julho de 2012 ao valor de mais de R$ 1,2 milhão, o cenário é de absoluta destruição. Há vidraças estilhaçadas, salas de aula arrombadas, parte da fiação elétrica foi furtada, assim como lâmpadas e bocais, e há nítida presença de pessoas residindo temporariamente no local. O portão de alumínio, de aproximadamente 5 metros, também não está mais cercando a propriedade pública.

Ao lado, na quadra esportiva inaugurada em julho de 2015, a situação é idêntica. Além dos refletores danificados, redes cortadas e grades retorcidas, os banheiros estão totalmente destruídos. Os espelhos estão quebrados, as louças foram arrancadas e há lixo para todo o lado. A fiação elétrica também foi parcialmente furtada. A quadra esportiva custou R$ 728.169,77 de recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) do Governo Federal.

A interdição da escola foi sacramentada em uma reunião com pais e professores, e chancelada por três laudos técnicos: do Corpo de Bombeiros Militares, Defesa Civil Municipal e da equipe de engenharia da Secretaria Municipal de Planejamento. Os laudos apontavam risco direto a integridade de funcionários, professores e dos 450 alunos matriculados na escola. Piso cedendo, rachaduras, infiltração, problemas estruturais e elétricos são listados como prioridade a época.

Meses depois, em julho, um quarto laudo foi produzido por uma equipe técnica – contratada através de licitação ao custo de R$ 7.900,00. O documento, segundo o Governo Municipal, norteará a decisão sobre o futuro da escola. “O prefeito já está com o laudo em mãos, e só está esperando o projeto ficar pronto para fazer uma reunião com os vereadores, onde será apresentado o laudo e o projeto para construção ou reforma de uma escola nova. Na ocasião, convidaremos a imprensa para participar da reunião”, afirmou a Prefeitura, em nota ao Jornal do Comércio. 

Durante o fechamento da escola, os alunos da Educação Infantil e Séries Iniciais tiveram aulas em instalações montadas no salão paroquial da igreja Cristo Rei, na Cohab – bastante questionada por parte dos pais das crianças. Já os estudantes do segundo ao quinto ano foram para as instalações do EJA. “Embora as obras não devam ficar prontas no início do próximo ano letivo, a Secretaria de Educação já elaborou uma nova logística para o ano que vem, onde não será necessário usar as instalações improvisadas na Igreja da Cohab, melhorando as condições de ensino para os alunos”, adiantou a Prefeitura.
 
A obra tinha 5 anos de garantia, que expirou no mês de julho. A Prefeitura informou ainda que tentou contato com a empresa responsável pela execução da obra, a Empresa WA, numa tentativa de cobrar pela garantia do serviço. “A empresa que fez a obra não existe mais. A Prefeitura tentou notificá-la e descobriu isso. A Procuradoria Jurídica está estudando formas de buscar o ressarcimento do erário público aos responsáveis e tomará todas as medidas jurídicas cabíveis”, revelou o governo, em maio deste ano.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você