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quinta-feira 25 de junho de 2026

Professores reivindicam audiência pública contra fechamento de escola

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Os professores da Escola de Educação Básica David Pedro Espindola, do bairro São Cristóvão, em Barra Velha, querem uma audiência pública na Câmara de Vereadores para que a comunidade do bairro possa debater e apontar se aceita ou não o fechamento da unidade escolar. 

Os professores Denise Tandler dos Santos, Adriano Msnerovicz e Bete Ayala Rempel se reuniram na terça-feira, dia 17, com os vereadores Adailton Bernardina, o Nando (PP), Eduardo Peres, o Tainha (PPS), Juliano Bernardes (PMDB) e Marcelo Nogaroli (PMDB), e solicitaram o espaço do Plenário Getúlio Bittencourt para essa reunião comunitária. 

Os professores lamentaram, diante dos vereadores, o que chamaram de “falta de diálogo” por parte do Governo do Estado, que segundo eles, ainda não procurou servidores públicos e comunidade para anunciar oficialmente que a escola será fechada – o que causa temor a educadores, funcionários, alunos e pais, diante da indefinição do que será feito com os mais de 900 alunos e 65 servidores a partir de 2018. 

Adriano, Denise e Bete, representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), frisaram que a comunidade não aceita ou não está ainda totalmente informada sobre a proposta do Estado, de destinar os alunos do Ensino Médio para a nova Escola de Educação Básica Luiz Henrique da Silveira, que será inaugurada em Itajuba, e “espalhar” os demais estudantes pela rede municipal de ensino, da Prefeitura, além de destinar o prédio da David Espindola para o Município. 

Os professores destacaram aos vereadores que no dia 26 de novembro, a escola completará 39 anos de fundação, passa por sérios problemas devido à ação do tempo, e a postura como o Estado está tratando tanto seu patrimônio físico como seus trabalhadores e estudantes é questionável. De acordo com Adriano, com o fechamento da David Espindola, haverá mais gastos com transporte escolar, os estudantes terão que acordar mais cedo e se submeter a estudar numa unidade cinco quilômetros distante de onde moram. 

Eles apontaram ainda que a Escola Básica Municipal Antônia Gasino de Freitas, da Prefeitura e localizada no São Cristóvão, não teria estrutura para absorver os alunos de pelo menos 14 turmas. A relação de estima da comunidade com a escola David também seria abalada com o fechamento, até que a Prefeitura consiga recursos para reformá-la ou estruturar-se para absorver a unidade, mesmo que parcialmente. 

“São pelo menos 14 escolas fechadas na região da ADR de Joinville, principalmente nas periferias. É uma agressão aos trabalhadores e aos estudantes mais pobres”, acusou Adriano. Eles também criticaram o fato de que a nova escola de Itajuba, caso haja a transferência dos estudantes da David, ficaria com cerca de 50 alunos por sala.

Dos vereadores, os profissionais da Educação receberam o apoio à proposta da Audiência Pública. O professor Juliano acredita que a melhor forma é debater com a comunidade. Já Marcelo Nogaroli explicou que os parlamentares estiveram em duas reuniões com a titular da ADR Joinville, Simone Schramm, e entenderam que o processo de desativação da escola é irreversível. Mesmo assim, Nogaroli, Thiago, Nando e Tainha também acreditam que a comunidade deve ser ouvida e estão à disposição de todos na audiência.

A Agência de Desenvolvimento Regional de Joinville informou que irá apurar a questão e se posicionar ao Jornal do Comércio na próxima semana.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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