O prefeito de Balneário Piçarras, Leonel José Martins (PSDB), confirmou que seu governo pretende prolongar a Avenida José Temístocles de Macedo – a Beira Mar – até a divisa com o município de Barra Velha. O primeiro passo da ousada ideia é o projeto de licenciamento ambiental junto à Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que terá seu início.
“Vamos iniciar o projeto de licenciamento ambiental para o prolongamento da Avenida Beira-Mar (Avenida José Temístocles de Macedo)”, confirmou Leonel em entrevista ao Jornal do Comércio. Segundo o gestor municipal, o projeto tem por objetivo verificar a viabilidade da abertura da avenida, visto a complexidade ambiental que cerca a possível obra.
A ideia completa é de o projeto ambiental atingir o limite da cidade. Contudo, inicialmente a abertura deve ocorrer até as imediações do acesso Norte. “Deverá ser até a divisa de Balneário Piçarras com Barra Velha. Mas, possivelmente, a obra mais imediata e que nós deveremos abrir é até a região do Candeias. Seria um passo bastante significativo”, revelou.
Com um possível aval da Fatma, o Governo espera dar sequência ao projeto de urbanização que iniciou no primeiro setor do bairro Itacolomi. Além da pavimentação da avenida, o restante do trecho ganharia o calçadão em deck, ciclovia, iluminação dupla e também decorativa.
Na visão do prefeito, o projeto ambiental e a obra buscam recuperar uma área já degrada da região Norte. “Se você descer no Candeias e seguir sentido Sul, já há uma área aberta e degradada. No mesmo trecho, do Sul para Norte, você encontra uma trilha, inclusive com água parada”, frisou.
O ex-procurador do Ibama e morador de Balneário Piçarras, Joaquim Ladislau Pires, vê a liberação ambiental como viável, contudo, terá uma série de exigências a serem cumpridas. “A questão crucial é em relação à restinga e áreas de marinhas. Teria ao menos que apresentar um projeto e pedir uma consulta de viabilidade, protegendo as APP’s (Áreas de Proteção Permanentes). Há muitas exigências que deverão que ser cumpridas, principalmente com o Código Florestal”, avaliou. “E é claro que se o projeto for aprovado o município terá que realizar uma série de medidas mitigadoras/compensatórias, redutoras de qualquer possível impacto. inclusive que também contemplem educação ambiental”, complementou.
Ele relatou ainda que anos atrás, obra parecida foi iniciada pela Prefeitura, movimentado Ministério Público Estadual (MPE), Ibama e Ong’s. Após muitas discussões e denúncias, a obra embargada pelo Ibama. O MPE abriu uma Ação Civil Pública, cobrando reparos ambientais aos danos já causados. “Mas naquele tempo houve Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual, e não foi possível continuar. O município teve que cumprir umas obrigações e nem sei se as cumpriu”, recordou Joaquim.
Leonel acredita que ações de infraestrutura possa elevar a sensação de segurança no bairro Itacolomi – a região que mais cresce na cidade. “Outra coisa, em virtude de não estar aberta a avenida, ela não pode nem ser iluminada. Acaba se tornando uma área de insegurança para população de toda aquela região”, finalizou.
Foto por: Smart Films





