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sábado 11 de julho de 2026

Direção da Canhanduba aponta ‘situação tranquila’

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Na tarde de quarta-feira, 11, a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil de Itajaí se reuniu com a direção do Complexo Prisional da Canhanduba (Presídio e Penitenciária), em Itajaí, para saber qual a condição atual nos locais. O relato dos representantes do sistema penitenciário foi de uma “situação é tranquila neste momento” – apesar de ambos já abrigarem mais presos do que a capacidade.

A reunião foi motivada diante do período caótico que vive o sistema penitenciário em alguns estados do país e os fatos ocorridos nos últimos dias em presídios, como os massacres de presos. “Essa foi uma visita preventiva para acompanharmos de perto como está a situação do complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, uma vez que no Brasil, o momento requer muita atenção. Sabemos que somos considerados como referência no país pelo modelo adotado, e por isso, estamos sempre à disposição para que o cenário continue o mais tranquilo possível”, pontuou Murilo Zipperer, presidente da OAB Itajaí.

De acordo com as informações repassadas pelos gestores dos locais, a situação é tranquila neste momento. A preocupação maior é com o número de presos, principalmente no Presídio. Hoje estão no local 1085 presos, mas a capacidade é para 640 vagas. O setor de triagem tem hoje cerca de 14 detentos em um local que comporta apenas 8. Outro problema é o número de presos de outros estados: mais de 50 no presídio, pelo menos metade do Paraná e os demais de São Paulo, Mato Grosso, entre outros. 

Na Penitenciária, de acordo com o diretor Juliano Stoeberl, o número de presos varia, mas atualmente estão no regime fechado 989 presos e a capacidade é 820. Já no semiaberto, são 172 com capacidade para 120. A notícia positiva é que no dia 20 deste mês serão entregues as casas que irão abrigar os detentos do setor semiaberto. No total, serão 178 vagas.

Fontes do Jornal do Comércio afirmaram que no Complexo da Canhanduba há facções do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Ambas são rivais na luta pelo tráfico de drogas no solo catarinense. O PGC, ainda segundo informações obtidas pelo JC, seriam a maioria dentro do Complexo.

 

CASO MAIS RECENTE

Em outubro passado, detentos de uma cela fizeram um agente prisional refém – durante um atendimento. Eles solicitam alimentação externa, maior visitação familiar, além de já reclamarem da superlotação e também pedem a transferências de presos.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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