O Laboratório de Conservação e Gestão Costeira da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) está realizando um estudo prévio para implantação do Parque Natural Municipal Ponta da Vigia, em Penha. Uma pesquisa para traçar a percepção da comunidade sobre a importância da região está sendo realizada na internet e é o primeiro passo de um processo que busca a preservação ambiental da costa daquela região.
“Primeiro é preciso fazer um mapeamento da percepção das pessoas sobre a região”, explicou o professor da UNIVALI e integrante do Conselho de Meio Ambiente de Penha (Comdema), Gilberto Manzoni. O estudo está sendo coordenado pela professora responsável pelo Laboratório de Conservação, Rosemeri Marenzi, e tem o aporte das entidades ligadas ao meio ambiente de Penha. A pesquisa pode ser respondida clicando aqui.
“Estamos apenas iniciando um trabalho que busca cumprir o que já está determinado no Plano Diretor de Penha, aprovado em 2007. O Plano já afirma que a região da Ponta da VIGIA é uma Zona de Conservação Ambiental”, afirmou Gilberto ao Jornal do Comércio. O Plano Diretor de Penha estabeleceu a região da Praia da Paciência e da Ponta da Vigia como Zona de Conservação Ambiental com fins de implantação de uma Unidade de Conservação.
“Um Parque pode inibir a degradação ambiental que vem ocorrendo e possibilita a visitação ordenada conciliada à proteção da biodiversidade e da paisagem”, afirma o Laboratório de Conservação no cabeçalho que antecede os doze questionamentos da pesquisa. A intenção do Parque é justamente coibir a utilização destrutiva dos recantos naturais – fato que vem sendo alvo que grande polêmica na cidade. Recentemente, a Associação de Moradores da Praia Grade (AMAPG) bloqueou o acesso à Ponta da Vigia.
Caso a pesquisa aponte para a criação do Parque, os próximos passos são a elaboração de estudos técnicos, definição de categoria do parque, análise de órgãos públicos e consulta pública pela criação. Caso tudo ocorra de forma positiva, medidas de implantação, mapeamento e questões jurídicas sacramentam o término do processo.
Em setembro, o Comdema já havia solicitado à Secretaria Municipal de Planejamento de Penha a abertura de processo administrativo para Criação das Unidades de Conservação localizadas nas áreas costeiras da Ponta da Vigia e Morraria da Praia Vermelha. “Considerando que, há uma pressão antrópica (da ocupação humana) sobre essas áreas situadas em área urbana e notadamente turísticas na qual requerem uma resposta efetiva do poder público e sociedade civil quanto à gestão territorial e ordenamento urbano”, defendeu o presidente do Comdema, Sérgio Machado, no ofício.
“Considerando que, as áreas possuem potencialidades quanto ao uso sustentável, beleza cênica, potencial econômico para geração de empregos e renda além da robusta contribuição a consolidação do município como referência ao turismo regional do Vale do Itajaí. Atualmente essas áreas seguem uma rota de degradação ambiental, insegurança pública que consequentemente inibem o uso sustentável destas áreas”, reforçou o Comdema no ofício, protocolado no dia 2 de setembro e sem resposta até então.
Foto por: Smart Films | JC





