A Casan solicita aos moradores de Balneário Piçarras já contemplados com a instalação da rede coletora de esgoto que não efetuem a ligação sem autorização. A liberação acontecerá, futuramente, assim que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) esteja construída.
“Para que seu esgoto seja coletado e tratado pela Casan, todo o sistema deverá estar concluído, portanto, as redes residenciais só deverão ser conectadas ao novo sistema depois que a Estação de Tratamento de Esgoto – (ETE) estiver construída e em operação. Até lá, o sistema de esgoto das casas deve permanecer como está”, orienta a Casan.
O último relatório de trabalho de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Balneário Piçarras demonstra que 82% da rede coletora já foi instalada. O documento aponta ainda que 2.014 ligações em 94 ruas já estão aptas a uma futura ligação à rede coletora.
A Casan alerta ainda que se a recomendação for descumprida, e o morador ligar seu imóvel à rede de esgoto antes da liberação, poderá ter problemas, com o retorno do esgoto dentro de seu imóvel e com vazamento nas ruas.
A ETE
Com um custo de R$ 22,5 milhões, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Balneário Piçarras terá um dos mais complexos sistemas de filtragem do esgoto doméstico. A ETE está projetada com o processo de tratamento terciário, que remove inclusive fósforo e nitrogênio dos dejetos.
O projeto para construção da estação de tratamento passa, neste momento, por readequações e ajustes em virtude do solo arenoso em demasia encontrado nos movimentos de terra das unidades construtivas. As primeiras escavações para efeito de fundação apontaram a necessidade de ajustes no projeto estrutural para receber a pesada estrutura de uma estação deste porte. “O local se mostrou mais arenoso do que o previsto nos testes iniciais, mas nos próximos dias o novo projeto já deverá estar liberado novamente”, explica o gerente de Construções da CASAN, Fábio Krieger.
O tratamento terciário remove poluentes específicos, não contemplados em outros tipos de tratamentos. Com isso, o líquido que será devolvido à natureza se adequa aos rígidos padrões de pureza exigidos pela legislação federal e pelos órgãos ambientais.





