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sexta-feira 10 de julho de 2026

Delegado investiga fraudes em licitações na Câmara de Vereadores

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O delegado da Polícia Civil de Balneário Piçarras, Wilson Masson, deve concluir em dez dias o segundo inquérito contra o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Sérgio Luiz da Maia (PSD). “O foco da investigação, agora, são as fraudes nas licitações públicas”, adiantou ao Jornal do Comércio.

De acordo com Masson, sua investigação segue analisando todos os documentos contábeis confiscados em 22 de outubro (foto), dia em que Sérgio foi preso em virtude de estar coagindo testemunhas que vinha colaborando com o trabalho policial. “Ainda estamos em fase de análise de todos esses documentos”, confirmou.

Entre as suspeitas, o delegado já adiantou que há indícios fortes do descumprimento da Lei 8.666/93, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações. “Há aquele famoso caso da compra de granito, compras dirigidas e também o pagamento de notas sem entrega do serviço”, acrescenta.

Masson trabalha fundamentado, ainda, em investigação já iniciada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC). Em março deste ano, o TCE informou ter aceito nova denúncia contra o ex-presidente da Câmara de Vereadores, autorizando seus técnicos a analisar as suspeitas de compras sem licitação, ferindo princípios básicos da administração pública. 

PRIMEIRO INQUÉRITO RENDEU A PRISÃO
O ex-vereador já foi condenado pela Justiça a 76 anos e 24 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Ele está preso no Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí, e já recorreu da sentença.
As investigações, coordenadas pela Polícia Civil, tratavam das suspeitas de Sérgio não ter pago as rescisões trabalhistas dos funcionários, em dezembro de 2014, e também por supostamente ter movimentado a quantia total de R$ 741 mil da conta da Câmara para uso pessoal e posterior devolução (com ausência financeira de cerca de R$ 30 mil ao final da manobra). 

Foto por: Ralf Bieging | JC

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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