A escritora penhense, Iria Schnaider, lança em novembro sua quarta obra. Intitulado “Entardecer Celta”, a obra de 430 páginas rendeu um trabalho de três anos e resultou em “uma trama cheia de aventuras, romance e história”. Apaixonada pela cultura Celta, Iria transcreve o enredo datado do século V com os ensinamentos e o legado deixado para a sociedade.
“Sempre gostei a cultura Celta, por três motivos: primeiro porque os Celtas amam a natureza, segundo por serem uma civilização que valoriza a mulher e terceiro pelo respeito pelos anciãos”, ressalta a escritora ao Jornal do Comércio. O livro leva o selo da Editora 3 de Maio e será revelado em uma cerimônia para convidados, na Igreja do Morro do Ouro, em Penha. “Estamos na fase de correção, diagramação e produção da capa”, completa.
Iria define sua obra como “uma saga recheada de aventuras, personagens marcantes e que é também uma aula de história”. Respeitando locais, nomes, hábitos e costumes da época, o livro traz dois mapas para o leitor se situar no tempo e espaço. “Para o leitor saber, por exemplo, que a Caledônia é a atual Escócia”, explica. “Num dos capítulos se dá a mais famosa batalha entre Celtas e Saxões: a Batalha do Monte Badon”, adianta a escritora.
Os Celtas foram um povo alegre e trabalhador, dançavam e contavam histórias ao pé das fogueiras; amavam imensamente a Natureza, onde cultuavam seus Deuses. Foi também a civilização que mais valorizou e respeitou a mulher. Não possuíam linguagem escrita, tudo era transmitido oralmente, por isso, veneravam seus anciãos, portadores do conhecimento.
O livro não tem o objetivo de que acreditem ou concordem com as ideias da autora, “apenas que despertem para a reflexão, pois em nossa sociedade o diferente ainda é visto como uma ameaça, e o fanatismo e a intolerância continuam presentes no nosso dia a dia”, finaliza Iria. O século V marcou a decadência do povo Celta, em uma época de intolerância e fanatismo, em que tudo era decidido na espada. Após serem abandonados por seus dominadores Romanos, tiveram que enfrentar os constantes ataques dos Pictos, Escotos, Jutos, Frísios e Saxões, até sucumbirem.
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