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sábado 18 de julho de 2026

Justiça condena Sérgio Maia (PSD) a 76 anos de prisão

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Sérgio Luiz da Maia (PSD) foi condenado a 76 anos e 24 dias de prisão em regime fechado no processo que investigava as suspeitas da realização de dois crimes contra o erário público entre os anos de 2013 e 2014 – período em que esteve como presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 27, pela juíza da Comarca, Regina Aparecida Soares Ferreira, sentenciando ainda o filho de Sérgio, Thiago Maia, a 38 anos e 28 dias de prisão.

De acordo com a sentença, Sérgio foi condenado diversas vezes pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Sérgio pode recorrer da decisão, mas por estar preso – por coação de testemunhas ao longo das investigações – seguirá na Unidade Prisional de Barra Velha até a nova análise judicial. Nas investigações, Thiago foi arrolado por realizar diversos saques bancários da conta da Câmara e ser integrante do esquema do pai. Eles devem recorrer em alguns dias. 

O processo ainda investigava Estela Maria de Borba – tesoureira da Câmara na gestão de Sérgio Maia. Ela aceitou a delação premiada e recebeu o perdão da justiça ao fornecer todos os documentos que comprovavam as práticas criminosas orquestradas por Sérgio. Segundo fontes do Jornal do Comércio, a pena de Sérgio teria sido mais branda caso ele tivesse colaborado com a Justiça. Do contrário: se manteve em silêncio ao longo de todo o processo.

Outros dois nomes seguem sendo processados pela juíza. Eles foram desvinculados do processo original, em que Sérgio e o filho foram sentenciados. Um dos nomes necessita de exames médicos para uma futura sentença e o outro envolvido não foi localizado ao longo da instauração do processo.

As investigações tratavam das suspeitas de Sérgio não ter pago as rescisões trabalhistas dos funcionários, em dezembro de 2014, e também por supostamente ter movimentado a quantia total de R$ 741 mil da conta da Câmara para uso pessoal e posterior devolução (com ausência financeira de cerca de R$ 30 mil ao final da manobra). Tal esquema não ficou nítido à época em virtude da falsificação dos números financeiros, supostamente alterados por ex-funcionários

 

A PRISÃO

A Polícia Civil de Balneário Piçarras prendeu Sérgio no dia 22 de outubro do ano passado. De acordo com o delegado, Wilson Masson, a prisão foi autorizada pela Justiça através de mandado, em operação batizada de “Perfídia” – que significa traição e deslealdade. A prisão foi motivada, segundo o delegado, em razão de Sérgio ter aliciado as testemunhas que vinham sendo ouvidas no inquérito policial que investigava a suspeita de crimes públicos, em que o ex-presidente é investigado. Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Canhanduba ,em Itajaí e removido à UPA de Barra Velha há dois meses.

Foto por: Ralf Bieging | JC

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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