Henrique Geraldes Motta, popularmente conhecido por “Seu Muxima”, faleceu no último dia 27, em sua residência, na cidade de Penha. Seu Muxima ganhou popularidade em Balneário Piçarras e Penha diante de sua luta pela criação do Corpo de Bombeiros Voluntários no município, contudo, tem vasta trajetória em prol do bem no mundo. Aos 87 anos, deixou companheira, dois filhos e dois netos.
Em vida, Seu Muxima colecionou condecorações por seu trabalho. Cidadão honorário de Balneário Piçarras, título lhe concedido em 2012, ele possuía o título máximo dentro da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), o “Crachá de Ouro”. A condecoração é atribuída a pessoas que se dedicam às causas humanitárias pelo mundo.
Foi o fundador dos Bombeiros Voluntários Luandenses, em Luanda (Angola), e dos Bombeiros Voluntários de Balneário Piçarras. “Muito teríamos a dizer sobre este grande homem e grande bombeiro que sempre prestigiou a farda que envergou e que hoje nos deixou fisicamente, já que, para sempre estará na nossa memória”, homenageou o Núcleo dos Antigos Bombeiros Ultramarinos (Nucbomb), na rede social.
Seu Muxima ainda atuou diretamente na fundação da Cruz Verde, de centros de apoio a pessoas carentes em Portugal e Angola, da associação de doadores de sangue em Angola e também associação protetora dos animais. “Perdemos um grande amigo e um grande bombeiro”, frisou o Núcleo dos Antigos Bombeiros. Seu corpo foi velado na Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras, que também lhe prestou homenagem à noite, durante sessão.
Ao longo da década de 90, Seu Muxima escrevia com constância ao Jornal do Comércio e era figura constante na redação do semanário. Em todas suas conversas, sempre ostentando suas orgulhosas insígnias, defendia a causa do salvamento voluntário. “Bombeiro voluntário, o amigo que aparece, na hora do perigo, salva nossas vidas e haveres e em troca e nem sempre, recebe apenas, a palavra obrigado. Bombeiro voluntário, não é quem quer, mas quem Deus quer”, assinou Seu Muxima, já em 8 de novembro de 2006, em carta enviada à redação.
Foto por: Arquivo JC





