A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca – através da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) – manteve nesta quarta-feira, 22, a interdição preventiva das áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina. Com isso, permanece proibida a retirada, comercialização e consumo desses animais e seus produtos em todo o estado devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar.
Exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC detectaram a presença da toxina diarréica (DSP) em cultivos da localidade de Caieira da Barra do Sul (Florianópolis), e também detectaram alta contagem de algas produtoras de toxinas em localidades de produção de moluscos da Enseada do Brito (Palhoça), Ganchos de Fora (Governador Celso Ramos), Laranjeiras (Balneário Camboriú) e Penha.
A interdição de todo o litoral catarinense acontece para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007.
A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral.
Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas. A expectativa é de que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, não gerando prejuízos financeiros para os maricultores porque a produção permanecerá na área de cultivo.
As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicados para que tomem as providências pertinentes às suas áreas de atuação.
Os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.
Foto por: Felipe Bieging | JC





