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sexta-feira 26 de junho de 2026

Infiltrações no teto motivam direção a suspender aulas em escola de Penha

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Com notórios sinais de infiltrações no teto, a direção da Escola de Educação Básica Antônio Rocha de Andrade tomou uma drástica decisão: suspendeu as aulas. Interditada pela Defesa Civil Municipal desde junho, a escola localizada no bairro Gravatá, em Penha, promove uma assembleia geral nesta segunda-feira, 14, às 19h, para definir o futuro da unidade.

“A SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí) nos falou que realmente conhece o problema, mas que neste momento não há dinheiro para a Antônio Rocha”, desabafou o diretor da unidade, Balbino Gonçalves, que na tarde de quinta-feira, 10, – junto de outros professores – vistoriava o teto do terceiro piso da escola. “Na assembleia decidiremos quais outras medidas iremos tomar”, acrescentou o educador.

É lá no último andar que o problema de infiltração fica completamente aparente. Com goteiras e bolor causado pela umidade, o aspecto é de abandono. “A infiltração é um problema silencioso. Acreditamos que toda a estrutura, reformada em 2009, esteja prejudicada”, acrescentou o diretor, pautando seu discurso no relatório da Defesa Civil. Logo, toda a estrutura do prédio deixa a mostra rachaduras e notória necessidade por revitalização.

Na ala onde a infiltração já ultrapassou o teto, há laboratórios de informática, salas de aula e um auditório. Em todas elas o chão possui poças e manchas aparentes no teto. “No total são 1.200 alunos, 55 professores e 5 auxiliares de serviços gerais estão sendo prejudicados com essa situação. É uma medida de segurança”, reforçou Balbino, explicando ainda sobre sua decisão de suspender as aulas.

No relatório da Defesa Civil Municipal, além do problema de infiltração, foram constatados problemas na parte elétrica e em parte de sua estrutura. “Hoje (10), até segunda ordem, não teremos mais aula”, finalizou o diretor.

A Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí (SDR) informou que não possui recursos para desenvolver a recuperação da escola, que giraria em torno de R$ 300 mil. A SDR citou ainda que trabalha junto ao secretário estadual de Educação para buscar recursos através de um outro fundo das contas do Governo do Estado, que só podem ser autorizados pelo próprio governador. A linha de trabalho é, ao menos, obter R$ 100 mil para ações na cobertura.

Devido às péssimas condições em que se encontrava, a escola precisou ser parcialmente demolida em 2008. Com área de 2.868,25 metros quadrados, o atual projeto compreende três  pavimentos com 24 salas de aula,  refeitório coberto, cozinha e cantina, sala de educação física,  laboratórios, sanitários, biblioteca, auditório, sala de informática, rampas para atender alunos deficientes e ginásio. A obra foi inaugurada em 2009, pelo então governador, Luiz Henrique da Silveira.
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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