“Extraoficialmente ela já admitiu”, confirmou o delegado de Balneário Piçarras, Wilson Masson, sobre Mariléia Pereira (33 anos). Ela é a principal suspeita de ter assassinado o marido, Anderson Vicente Zancanela (30), na noite de quinta-feira, 6, a golpes de machado e desovado o corpo numa região afastada do bairro de Santa Lídia, em Penha. Ela está presa, após ter tentado suicídio, no Presídio Feminino de Itajaí e será ouvida na próxima semana.
“No interrogatório antes de o corpo ter sido achado ela negou tudo”, completou o delegado, explicando que o termo extraoficial foi usado para explicar que Mariléia teria confessado a autoria do crime aos policiais presentes na cena do crime. Masson disse que ela se tornou a principal suspeita assim que começou a contar a história. “Ela tentou apagar provas, esconder provas”, salientou.
Mariléia tentou lavar o carro da família e a garagem da casa, escondeu o machado supostamente usado no crime em locais diferentes e plantou provas para simular uma história. “Ela disse que fez um trajeto com o marido que não é verdade. Nós vimos pelas câmeras de monitoramento da Polícia que é mentira”, detalhou o delegado, rebatendo a versão de Mariléia, que diz ter realizado uma fantasia sexual com o marido na região da Mevepi e “plantou” uma camisinha no local para sustentar o fato.
Ela ainda fez diversas ligações ao marido naquela noite. Contudo, encontrar o machado com sangue e fios de cabelo foi determinante para incriminá-la, segundo Masson. Os cortes encontrados no corpo de Anderson coincidem com os feitos por um machado.
O corpo foi achado na noite de sexta-feira, 7. No domingo, 9, Mariléia tentou suicídio, tomando herbicida e antidepressivos. Foi levada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen. A Polícia Civil a prendeu na terça-feira, 11.





