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terça-feira 7 de julho de 2026

MP pede detalhes para traçar o crime

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O Ministério Público da Comarca de Balneário Piçarras solicitou maiores informações à Polícia Civil de Penha sobre a investigação da morte de Júlia Luany Aymone Alves (12 anos), que foi assassinada no dia 20 de fevereiro em uma residência. Apesar do inquérito policial apontar que a mãe da menina, Bruna Cristiane Reinlein Aymone (31 anos), teria cometido o crime, a promotoria quer obter detalhes mais precisos de como o crime aconteceu.

 
Segundo a assessoria do promotor Luis Felipe de Oliveira Czesnat, a investigação policial não aponta detalhes minuciosos do crime e que impossibilitariam a acusação de traçar a cronologia do assassinato durante um possível júri. O inquérito foi devolvido ao responsável pela Polícia Civil de Penha, Allan Coelho, que deve enriquecer o documento que norteará Luis Felipe a pedir a prisão de Bruna e do padrasto, Nilton César Vieira (44 anos)
 
“A prova datiloscópica confirmou que a mãe segurou a faca em posição de ataque, ou seja, com a lâmina apontada para baixo”, definiu Allan, explicando como o crime foi desvendando após uma série de depoimentos controversos da mãe e do padrasto. Uma pequena marca digital na faca e a forma como ela estava marcada no cabo foram determinantes para o trabalho de investigação apontar o suspeito do crime, a mãe.
 
Apesar do indiciamento ainda não oficial, Bruna e Nilton seguem em liberdade e atualmente estariam morando em Jaguaruna, no Sul do Estado. Júlia foi assassinada no dia 20 de fevereiro em uma residência na Praia do Poá, em Penha. O documento do Instituto Geral de Perícias (IGP) confirma que ela também foi vítima de violência sexual, mas que uma facada na região peitoral foi determinante para a morte.
 
O delegado regional, Maurício Pretto, disse que a violência sexual pode ter ocorrido três dias antes da morte, já que nenhum outro líquido foi encontro no corpo da menina. Havia suspeita de um líquido de sua genitália ser sêmen, o que não se confirmou segundo o laudo do IGP. A menina, segundo a investigação, não era mais virgem e tinha pequena relação social fora do círculo familiar.
 
A versão da mãe e do padrasto de Júlia é de que uma terceira pessoa teria cometido o crime, através de facadas no peito. 
 
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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