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Piçarras
quarta-feira 5 de agosto de 2026

Governo diz que tem saldo de R$ 2 mi

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O relatório final das obras de alargamento da faixa de areia da praia central de Balneário Piçarras – dos anos de 2012/2013 – será entregue ao Ministério da Integração Nacional na próxima semana. Segundo o prefeito, Leonel José Martins (PSDB), a empresa Alleanza afirmou que 470 mil metros cúbicos foram lançados pela draga da empresa Rohde Nielsen (120 mil metros a menos que o projeto original previa) e que com isso restará uma parte do recurso conveniado com o Governo Federal para ser novamente aplicado na orla.

 
“Vão pagar (Ministério da Integração) o que foi colocado”, disse Leonel, que deve ir à capital federal na próxima terça-feira, 14. “O próprio diretor do Ministério nos garantiu a reutilização do saldo”, acrescentou o prefeito, informando que o valor do saldo seria de R$ 2 milhões e que tal valor só poderá ser aplicado na mesma obra. “Já temos inclusive a renovação da licença ambiental para obra”. A obra iniciada pela administração municipal passada tem um valor conveniado com o Governo Federal de R$ 10.261.613,54. A empresa que fez a obra recebeu, até agora, 36% do trabalho.
 
Junto ao saldo, o Governo Municipal frisou que usará o recurso proveniente do Fundo Municipal de Manutenção da Praia, o Fumpra. Relatório da Secretaria de Administração e Fazenda aponta para uma quantia depositada de pouco mais de R$ 4 milhões, até dezembro de 2014. “Mas estimamos realizar um projeto definitivo para o problema de erosão da praia no valor de R$ 10 milhões”, assegurou Leonel, que já trabalha com a garantia de possuir R$ 6 milhões para a ação. 
 
O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) deverá ser acionado para produzir tal estudo e determinar qual a melhor opção para conter a erosão, que agora se mostrou mais forte apenas na região entre o molhe central e molhe norte. O engenheiro do INPH, Domênico Accetta, já esteve em Balneário Piçarras e será novamente procurado. “Faremos um estudo sobre a viabilidade de um projeto que possa conter o processo de avanço do mar em definitivo. O projeto é complexo, devido aos diferentes locais de erosão e à instabilidade da praia, mas é totalmente viável”, garantiu Acetta.
 
Após três obras, em 1998 (R$ 3,5 milhões), 2008 (R$ 2,5 milhões) e 2012 (R$ 10,2 milhões) – com mais R$ 2 milhões para construção dos molhes – há sinais claros do novo avanço do mar. Um terceiro molhe e nova reposição de areia estariam na frente de trabalho pensada pelo INPH.
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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