Nesta segunda-feira, dia 30 de setembro, a Câmara de Vereadores de Luís Alves pode parar para discutir Educação. Pelo menos é o que espera o vereador Gelásio Schmitt (PSD), que espera sensibilizar seus pares para discussão de um assunto grave e importante para a comunidade local: a situação precária de estrutura da EEB João Gaya, a maior escola estadual do município.
Esta semana, o vereador este na escola em conversa com o diretor Edson José Lopes para saber mais detalhes da situação da escola, precariedade já relatada por vários alunos em redes sociais e sentida por seu próprio filho, aluno da instituição luisalvense. Segundo Gelásio, a comunidade escolar vem reclamando principalmente da situação de abandono na escola, com inúmeras goteiras em salas de aula, biblioteca, refeitório, sala de informática, além do ginásio de esportes e corredores. “Estou muito preocupado com meu filho e os demais alunos dessa escola. Estamos no limite. Não podemos mais admitir que uma escola tradicional como a João Gaya, que hoje tem mais de 1 mil alunos, esteja nesse estado, colocando em risco a vida de nossa crianças e jovens”, destacou o vereador.
Para ele, a preocupação é resolvera situação o mais rapidamente possível, sensibilizando o governo estadual para soluções imediatas, sem que se precise arcar com o risco da interdição da escola e prejuízo escolar para os alunos. “Vamos tentar pedir ajuda de todos os vereadores e políticos influentes no Estado para que se faça pressão na Secretaria Estadual de Educação. Não podemos mais viver com esse risco”, alerta o vereador.
SITUAÇÃO ANTIGA
A precariedade da estrutura física escola não é situação recente. Segundo o diretor Edson, em conversa com o vereador e a reportagem do JC, desde 2010 a direção da unidade de ensino vem alertando o Governo do Estado sobre o problema. Em 2010, foi feito um relatório contendo todas as informações e fotos da situação da escola. No relatório enviado à SDR e Secretaria
Estadual da Educação, assinado pelo diretor, assistentes da direção, representantes da APP e Secretaria de Educação do município, são relatados ainda problemas com fiação elétrica antiga, com risco de curto-circuito e queda de energia ao ligar vários aparelhos, esquadrias de janelas podres e salas sem vidros e rampa ao piso superior da escola sem conclusão.
No relatório, a direção da escola ainda lista uma série de ações necessárias para a solução dos problemas encontrados e pede urgência nas ações. Sem resposta efetiva para o problema, em 2011 a direção da escola solicitou auxílio do Corpo de Bombeiros Militares de Luís Alves para uma vistoria na escola e a listagem dos itens de segurança necessários para o funcionamento correto da escola, na esperança deque o relatório oficial do comando ajudasse a decisão do Estado em acelerar a reforma.
Segundo a certidão de ocorrência, emitida em setembro de 2011 pelo comandante do 2º Pelotão de Bombeiro Militar, Ediomar Vicente Pereira, depois de uma vistoria na unidade escolar, constatou-se que a cobertura de telhas da escola estava seriamente comprometida, oferecendo risco de desabamento e apresentando infiltração de água da chuva em grande parte da escola.
Os bombeiros avaliaram ainda na vistoria que não havia saída de emergência no andar superior, que a escada de acesso ao segundo piso estava fora das normas de segurança e que os sistemas de iluminação e emergência estavam comprometidos. O subtenente bombeiro militar Ediomar ainda relata que a instalação elétrica da escola é antigo e precário, oferecendo risco de incêndio.
Os anos passam, os problemas não
No início deste ano, o setor de Atividades técnicas do Corpo de Bombeiros de Luís Alves fez nova vistoria de segurança da unidade escolar, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado de SC (SINTE/SC) e o relatório apontou que seriam necessárias várias ações preventivas para alterara estrutura da escola, melhorando a segurança contra incêndios. “Não temos mais o quefazer, além de contar com o apoio dos políticos locais para ajudar nessa negociação com o Governo do Estado. A SDR também está de mãos atadas”, desabafou o diretor da escola.
“Sabemos que muitas são as escolas que precisam de reformas, mas a EEB João Gaya está aguardando há muito tempo e precisamos ter prioridade também. Não queremos em hipótese nenhuma a intervenção e o prejuízo aos nossos alunos. Queremos é a reforma. Do jeito que está não pode mais ficar. Sou pai de aluno e me preocupo muito. Se precisar, vamos em comitiva até o secretário Eduardo Deschamps para pedir a liberação e verbas”, concluiu o vereador Gelásio.





