Professores e direção da Escola Manoel Antônio de Freitas tiveram uma triste surpresa na hora de começar a semana de trabalho. Seis estudantes da escola depredaram no domingo, dia 07 de julho, várias salas da instituição e ainda teriam furtado produtos eletrônicos, forçando a suspensão das aulas para limpeza na segunda-feira, 08. A Polícia Civil já desvendou a identidade dos menores entre 12 e15 anos que foram transferidos de escola de acordo com o regimento da Secretaria de Educação.
Este é o segundo ato de vandalismo em escolas registrado em 2013. No começo do ano, a escola Professora Antônia Gasino de Freitas, no bairro São Cristóvão, sofreu um incêndio intencional na sala de professores também por parte de um aluno.
Os vândalos deixaram vidros quebrados, brinquedos queimados, armarinho da sala de professores arrombados e até latas de tinta, que serviriam para a pintura do refeitório, foram jogas pelo chão e paredes. No procedimento administrativo aberto na delegacia, consta até que os alunos defecaram em uma das salas e ainda furtaram um monitor de computador de LCD de 14 polegadas, além deum gabinete CPU de computador, R$ 160 para a festa de formatura da 8ª série e 30 caixas de lápis.
De acordo com a delegada Tânia Harada, existe a suspeita de que o monitor sumido da escola tenha sido ocultado pela mãe de um dos alunos. O secretário de Educação, Valdir Nogueira, informou que alguns dos alunos já estavam sendo atendidos pelo Núcleo de Estudos de Atendimento Especializado por problemas de comportamento, e que irão continuar no programa. O caso seguirá sendo investigado pela polícia e encaminhado para a Promotoria Pública. A invasão ao prédio aconteceu porque o vigia da escola tirou folga no domingo de tarde e não avisou a ninguém. Os alunos teriam visto a saída do único guarda no horário da tarde e aproveitaram para entrar na escola.
SEGURANÇA
Para melhorar a segurança nas escolas, o secretário informou que existe a possibilidade de implantação de câmeras de segurança. “Existe um projeto da prefeitura para colocar câmeras de segurança em todas as escolas municipais. Não temos previsão de colocar grades ou muros nas escolas porque o que temos que fazer é educara comunidade. A solução está na educação e não e conviver deforma fechada. Estamos acostumados a ver escolas que não deixa os alunos ver o que existe fora, e ninguém também vê o que acontece dentro da escola. Isso precisa mudar”, comentou Valdir. Para o secretário de Educação existem dois problemas principais. Primeiro a falta de segurança pública nos arredores da escola.
“Antigamente havia viaturas fazendo ronda e acompanhando o horário de entrada e saída de alunos, que é quando pessoas da comunidade e misturam no local”, explicou Valdir. “Já o segundo ponto é o grande número de reclamações de alunos com mau comportamento, que não respeitam colegas e professores, o que é o reflexo de como são educados”, comentou o secretário. “O que aconteceu na escola éo reflexo do que acontece na rua e na família. A escola está começando a ser cobrada por uma situação que não lhe compete. A escola cumpre o papel de repassar conhecimento, porém a educação depende da família e a sociedade”, esclareceu.
Para tentar reverter uma tendência em aumento da violência, diante de situações sociais de conflito por parte de alunos e famílias, a Secretaria de Educação estuda o mapeamento de alunos com conflitos para avaliar se a problemática vêm do seio familiar ou exclusivamente na área educativa ou de aprendizagem. “Existem experiências com a criação do Conselho das Famílias, para resolver problemas que acontecem na escola, que são reflexo de questões que correspondem à família”, encerrou o secretário.





