A Festa do Divino Espírito Santo no município contará nesta edição com uma exposição fotográfica exclusiva do Núcleo e Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina, cuja visitação será gratuita de 18a 20 de maio no salão paroquial superior da Igreja Católica Matriz, no Centro. O fotógrafo Joi Cletinson apresentará seu trabalho “Culto ao Espírito Santo no Brasil Meridional”, composto de20 imagens coloridas em papel fosco registradas em tamanho 50×70 cm sobre distintos aspectos da festa ao longo do litoral catarinense.
O evento foi obtido por iniciativa da Irmandade do Divino Espírito Santo e da Fundação Municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Barra Velha. Na exposição será mostrada a devoção que a comunidade do litoral tem no Espírito Santo, bem como os cortejos, a coroação, os peditórios e as novenas. Esta exposição já foi apresentada em Porto Alegre durante o 2º Congresso Internacional das Festas do Divino Espírito Santo. Também foi exposta em 2006 no Palácio dos Capitães Generais na cidade de Angra do Heroísmo, nos Açores/Portugal.
Outra coleção está itinerando pelas outras ilhas do Arquipélago dos Açores e também circulou o Canadá e os EUA, onde existe uma colônia muito forte de açorianos. As imagens sobre a festa terão um espaço reservado exclusivamente para Barra Velha, com a exposição “Retratos do Divino em Barra Velha”. O material foi compilado pelo diretor municipal de Cultura, o professor e historiador Juliano Bernardes, com fotografias antigas e recentes do peditório, cortejo imperial e coroação dos imperadores.
“A Festado Divino é marcada por uma profunda religiosidade popular. Todos os anos, aproximadamente nos dois meses que antecedem a Festa, as bandeiras (uma azul e outra vermelha) percorrem os municípios de Barra Velha e São João do Itaperiú. Primeiramente os fogos e o tambor anunciam que as bandeiras, juntamente com os foliões, carregadores das bandeiras e devotos se aproximam. A visita das bandeiras às famílias gera uma grande emoção, principalmente nos mais velhos. Os foliões entoam suas cantorias, uma oração é realizada, a oferta é entregue e o convite para os festejos marca a passagem das bandeiras nas famílias”, evoca Juliano.
Antes da festa acontecem as novenas preparatórias que, de alguma forma, lembram as antigas festividades onde tudo era gratuito para a comunidade. Após as celebrações, os noveneiros (instituições do município) oferecem uma janta aos participantes das novenas. Seguindo o calendário litúrgico, a Festa ocorre junto à celebração do Pentecostes e, por três dias, Barra Velha vive um clima diferente: é a Festa do Divino. A Bandeira emociona, alegra e deixa saudades. A tradição se cumpre e a Bandeira vai embora, mas volta no outro ano renovando a tradição.





